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Investidor busca refúgio à espera de Fed, comércio; no radar, IPO da XP, Saneamento e Braskem

Postado por: TC Mover em 10/12/2019 às 9:16

Os ativos de risco recuam nesta terça-feira cheia de dados na Europa e na Ásia, puxados pela ausência de notícias relevantes sobre as negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China e à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve, na tarde de amanhã. Alguns investidores vêm alertando sobre o patamar das bolsas americanas, que podem estar mostrando algum excesso por conta do otimismo exagerado quanto ao desfecho da disputa comercial EUA-China. O movimento que se vislumbra hoje é de realização, cujo ritmo será pautado pelo noticiário relacionado à guerra comercial. Por isso, além das decisões de juros do Fed e do Banco Central do Brasil, o investidor precisa estar obrigatoriamente ligado às notícias sobre o avanço das conversas comerciais, se as sobretaxas agendadas para 15 de dezembro serão implementadas e se o processo de impugnação do presidente americano Donald Trump na Câmara dos Deputados dos EUA pode impactar o andamento do diálogo com os chineses.

 

Hoje, a agenda no Brasil parece relativamente tranquila, de acordo com nosso editor sênior Angelo Pavini. Ele recomenda ficar de olho no início do primeiro dia de reuniões do comitê de política monetária do BC, o Copom, na manhã de hoje. São dois dias, com a decisão programada para amanhã depois das 18h20. Também acompanhe a trajetória do câmbio, que pode sentir o peso do sentimento cada vez mais cético quanto à guerra comercial e do rumo do dólar americano – que negocia estável ante seus pares. Fique atento aos relatos confusos sobre a ameaça de greve dos caminhoneiros. As matérias da Revista Fórum sobre o assunto espalham um cenário de caos, similar ao que vivemos em maio de 2018. Já o jornal Valor Econômico disse que o anúncio de paralisação, convocada para a madrugada do 16 de dezembro pelo transportador autônomo de Pernambuco, Marconi França, carece da força necessária para mobilizar a categoria no país.

 

Após meses de espera e uma série de comerciais de TV comovedores contando a história de vários garotos sonhadores, a XP finalmente deve se tornar numa companhia listada, – paradoxalmente, longe de onde cresceu e se consolidou. Em vez de listar suas ações em São Paulo, ela foi para Nova Iorque. Desde que o Itaú se tornou sócio, em maio de 2017, a XP se valorizou mais de quatro vezes. Para quem participará da oferta pública inicial, o desejo é que a empresa replique o ritmo de crescimento de 50% anual, com retorno sobre o capital perto dos 20% e a capacidade de tirar mais recursos da poupança. De acordo com coluna do jornal O Globo, o problema da Braskem em Maceió é maior que o esperado. Mais de duas mil famílias precisarão ser removidas da área de risco originada pela extração de sal-gema, em vez das 400 noticiadas anteriormente.

 

(Foto: Sede do Banco Central dos EUA – The Business Journals)

 

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