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Inflação do IPCA desacelera em agosto

Postado por: TC Mover em 09/09/2020 às 9:22

O IPCA subiu 0,24% em agosto, ficando 0,12 ponto percentual abaixo da taxa registrada em julho de 0,36%. A variação acumulada no ano ficou em 0,70% e, nos últimos 12 meses, em 2,44 %, acima dos 2,31% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2019 a variação havia sido de 0,11%

Segundo o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, o mercado projetava alta de 0,21% da inflação. No entanto, a consultoria LCA estimava alta de 0,24% em agosto. Ambos abaixo do aumento do mês de julho, que ficou em 0,36%. Em 12 meses, o IPCA deve chegar a 2,62%.

O IPCA aponta a variação do poder de compra dos consumidores e mede a inflação para famílias com renda de até 40 salários mínimos. O resultado de agosto deve ser considerado pelo Comitê de Política Monetária, Copom, para a decisão da taxa Selic em sua reunião da próxima semana, nos dias 15 e 16.

O que subiu e o que baixou

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, seis tiveram alta em agosto. A maior variação veio dos Transportes (0,82%), que apresentaram também o maior impacto positivo no índice do mês (0,16 p.p.). A segunda maior contribuição (0,15 p.p.) veio de Alimentação e bebidas, que registrou alta de 0,78%. Os grupos Habitação (0,36%) e Artigos de residência (0,56%) também tiveram alta, mas desaceleraram na comparação com o mês anterior (0,80% e 0,90%, respectivamente). No lado das quedas, o destaque ficou com o grupo Educação (-3,47%), que contribuiu com -0,22 p.p. no IPCA de agosto. Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,78% em Vestuário e a alta de 0,67% em Comunicação.



Inflação

O IPCA é usado pelo Banco Central em suas metas de inflação. Neste ano, a meta é de 4,0%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. As projeções do mercado são de que o IPCA termine o ano em 1,78%, segundo o Focus. Há, portanto, bastante espaço para o BC cumprir a meta, sem precisar mexer na taxa de juros. Ao contrário, o BC poderia até reduzir mais a taxa básica Selic, de 2,0% ao ano. Por isso, parte do mercado acredita que o BC poderia cortar os juros em mais 0,25 ponto percentual, para 1,75% ao ano.

INPC

Além do IPCA, o IBGE também divulgou hoje dados sobre o INPC – Índice de Preços ao Consumidor. Esse levantamento funciona como o IPCA, mas considera o custo de vida para famílias que recebem até cinco salários mínimos. O INPC deve ser mais afetado pelo aumento dos custos dos alimentos, que são os itens com mais peso na cesta de consumo das famílias e baixa renda.

O INPC do mês de agosto apresentou alta de 0,36% enquanto, em julho, havia registrado 0,44%. Segundo o IBGE, este é o maior resultado para um mês de agosto desde 2012, quando o índice foi de 0,45%. No ano, o INPC acumula alta de 1,16% e, nos últimos 12 meses, de 2,94%, acima dos 2,69% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2019, a taxa foi de 0,12%.

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