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Ibovespa sobe com Fed e expectativa de corte de juros do Copom, balanços; payroll já fica no radar

Postado por: TC Mover em 30/10/2019 às 19:19

Os investidores se animaram hoje após a decisão do Federal Reserve de cortar os juros nos EUA. As bolsas terminaram o dia em alta no Brasil, em mais um recorde histórico, e no exterior. O cenário político também ajudou, com a notícia de que o porteiro que afirmou, em depoimento, que o presidente Jair Bolsonaro estaria envolvido no caso da morte da vereadora Marielle Franco havia mentido. Assim, o mercado aguardava mais boas notícias do Comitê de Política Monetária. Balanços positivos, como o de Magazine Luiza, que subiu quase 8%, também animaram o mercado.

 

O Índice Bovespa terminou o dia em recorde, aos 108.407 pontos, em alta de 0,79%. Os bancos, que estavam em baixa pela manhã, voltaram a subir após a decisão do Fed e acentuaram a alta com a expectativa de privatização das empresas de saneamento, que foram destaque de alta após a aprovação da revisão do marco regulatório do setor. O dólar futuro também mudou de tendência após o Fed e caiu 0,28%, a R$3,988, à espera do Copom. Os contratos futuros de juros na B3 reverteram a alta da manhã e passaram a cair, com vencimento em janeiro de 2020 projetando 4,736%, 0,02 ponto percentual abaixo do fechamento de ontem.

 

O mercado espera que a fraqueza da economia abra espaço para novos cortes do Copom, o que mais anima os investidores em ações. A decisão deve ser unânime, conforme a expectativa dos 14 economistas consultados pelo TC. Um corte maior, de 0,75 ponto, não está descartado, conforme mostram os contratos futuros de juros, mas pode passar um recado negativo, de que o BC está muito preocupado com a economia. O Federal Reserve seguiu o consenso e cortou a taxa-alvo básica de juros pela terceira vez consecutiva, em 25 pontos base, a um intervalo de 1,50% a 1,75%.

 

Para amanhã, os mercados devem repercutir a decisão e uma agenda carregada. No Brasil, saem dados de desemprego da PNAD Contínua e contas públicas do Resultado Primário do Setor Público, ambas de setembro. No exterior, o Banco do Japão define a taxa básica na madrugada de amanhã. Na Zona do Euro, será divulgado o PIB do terceiro trimestre e a taxa de desemprego, que podem dar sinais mais claros do desaquecimento da economia da região. Nos EUA, sai o índice de preços PCE de setembro. À noite, a China divulga o PMI industrial de outubro. Na agenda corporativa, destaque para o balanço do Bradesco, Suzano e Gol.

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