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Ibovespa sobe com exterior mais calmo, avanço da pauta econômica; dólar recua

Postado por: TC Mover em 04/09/2019 às 15:05

Os ativos de risco avançavam nesta manhã mundo afora, com a menor tensão geopolítica em relação à Hong Kong, depois que a líder da cidade-estado, Carrie Lam, retirou a Lei de Extradição que deu início aos protestos. Ela também prometeu revisar a resposta da polícia local aos protestos, que até agora tem sido violenta. Isso proporcionou mais calma aos mercados, ao menos no curto prazo. Em Wall Street, as bolsas também foram impulsionadas por declarações do diretor do Federal Reserve em Nova Iorque, John Williams, dizendo que a meta da autarquia é proteger a expansão econômica dos Estados Unidos.

 

Os índices americanos avançam: o Dow Jones Industrials tinha alta de 0,61% por volta de 11h30, enquanto o S&P500 avançava 0,62%. O VIX, conhecido como índice do medo, derretia 5%, embora o ouro, considerado um porto-seguro, ainda registre alta, assim como o rendimento dos Treasuries de dez anos. Na Europa, as bolsas também têm alta, sendo que o índice pan-europeu Stoxx600 avançava 0,88%. Outro fator a favor dos ativos é o PMI Caixin da China, divulgado nesta madrugada, que teve leitura de 51,6 em agosto, aumento de 1,4% na base mensal, aliviando temores de desaceleração na segunda maior economia do mundo.

 

As incertezas quanto à disputa comercial entre os Estados Unidos e a China ainda estão à mesa. Nos mercados, ainda reverberam as declarações do presidente chinês, Xi Jinping, de que o país está preparado para um conflito comercial longo. E os investidores cada vez estão mais céticos quanto à efetividade da política monetária em mudar o curso da atual desaceleração econômica global: hoje, a próxima presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, disse que a região devia tentar utilizar a política fiscal para tirara a atividade do marasmo atual.

 

Na Europa, segue a tensão quanto ao Brexit: ontem, o deputado conservador Phillip Lee mudou de partido e foi para o lado dos Liberais Democratas. Entre os que não mudaram de legenda, ainda houve quem se voltasse contra ele na sua primeira votação parlamentar do premiê Boris Johnson. Por 328 votos a 301, o Parlamento tirou do governo o direito de pautar a sessão. O plano é evitar que o Reino Unido tenha o direito de sair da União Europeia sem acordo. As incertezas estão no ar – como ocorre desde junho de 2016, quanto houve o referendo para a saída do Reino Unido da União Europeia.

 

Por aqui, a bolsa também é influenciada positivamente por avanços na pauta econômica no Congresso. Na noite de ontem, o Senado aprovou a divisão dos recursos do pré-sal, oriundos da Cessão Onerosa, com Estados e municípios. O governo estima arrecadar R$ 106,5 bilhões com a iniciativa. Deste valor, serão descontados R$ 33,6 bilhões, pagos à Petrobras pela renegociação do contrato. Nesta manhã, a Reforma da Previdência é apreciada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

 

Segundo a Folha de S. Paulo, o relator da reforma no Senado, Tasso Jereissati, fez mais concessões ao apresentar a nova versão da proposta nesta quarta-feira. Com isso, a estimativa de economia prevista caiu de R$990 bilhões para R$ 962 bilhões em dez anos. Para tentar aprovar a reforma ainda nesta quarta na CCJ, Jereissati cedeu em alguns pontos, como pensão por morte. Ele aceitou sugestões de senadores para garantir que a pensão não seja menor que um salário mínimo em qualquer caso.

 

O Ibovespa operou em alta durante toda a manhã e, perto do meio-dia, avançava 1,27% 100.945 pontos, com volume projetado de R$11,6 bilhões. O dólar futuro recua 1,17% a R$4,125, acompanhando o movimento da moeda no exterior, e após venda de dólares à vista de swaps reversos do Banco Central. Os juros acompanham e caem em bloco. No âmbito corporativo, a Oi é, mais uma vez, um destaque da sessão, após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre dizer que a Lei das Teles será votada em 11 de setembro. A ação ON da companhia sobe 2,48%, a R$1,24, após leilão. Os frigoríficos também mostram desempenho positivo após notícia de que a China poderá habilitar 34 plantas deles para exportação de carne bovina, suína e de frango. As ações do setor avançam, lideradas por JBS ON, que sobe 1,49%.

 

Entre as blue chips, aos papéis da Petrobras sobem mais de 2% no início desta tarde após o Senado aprovar a PEC da cessão onerosa em dois turnos. O texto ainda volta para a Câmara. Vale ON e CSN ON também avançam, 1,47% e 1,36%, respectivamente, com a disparada dos preços do minério de ferro na China. A MRV ON é destaque de queda, cai 2,75% a R$18,42, mas chegou a despencar mais de 5% e cocou R$17,78 na mínima do dia. Isso depois de a companhia confirmar que avalia aumentar sua fatia na AHS Residential, empresa do segmento de imóveis multifamiliares nos Estados Unidos e de propriedade da família Menin – controladora da incorporadora mineira.

 

Às 15h00, fique atento ao Livro Bege, a pesquisa sobre atividade econômica dos EUA, que será divulgado pelo Fed. Os EUA divulgam ainda dados dos estoques de petróleo bruto semanal. O Os diretores do BC americano John Williams, Neil Kashkari e Charles Evans discursam. No plano local, siga de olho no Congresso. Às 14h30, o Banco Central informa o índice de commodities, o IC-Br, de agosto, e o fluxo cambial semanal.

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