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Ibovespa reflete apreensão com votações, julgamento do STF; câmbio oscila apesar de exterior bom

Postado por: TC Mover em 05/06/2019 às 10:48

Câmbio e juros oscilam nesta quarta-feira, apesar da maior procura por ativos de risco mundo afora e dos sinais de que os maiores bancos centrais estão a caminho de relaxar sua política monetária em questão de meses. A intensa pauta de votações e de julgamentos de questões relevantes, como as privatizações no Supremo Tribunal Federal, seguram uma alta maior na bolsa.

 

O afrouxamento da política monetária ao longo de 2019 deve ser o maior em cinco anos, sinal de que os maiores bancos centrais do mundo ainda estão presos aos programas de emergência que sucederam a crise financeira de 2008. A sinalização do presidente do Fed, Jerome Powell, ontem, de que está aberto a cortar os juros nos Estados Unidos para proteger a expansão americana favorece a demanda por ativos brasileiros, disseram traders e contribuidores TC.

 

“Foi uma rápida e radical mudança de viés que, junto com a agenda local mais positiva, ajuda bastante” o mercado local, disse Henrique Bredda, gestor do fundo Alaska. Na terça-feira, o Banco Central de Reserva da Austrália cortou a taxa básica de juros do país pela primeira vez em três anos; o BC da Índia pode fazer o mesmo amanhã. Nos EUA, membros do Federal Reserve sinalizam aos poucos a necessidade de cortar os juros caso a guerra comercial ponha em risco 11 anos de expansão ininterrupta. E o Banco Central Europeu pode anunciar termos mais generosos para irrigar os bancos comerciais com mais empréstimos de longo prazo.

 

BOLSA: O Ibovespa operava entre o azul e o vermelho na primeira hora dos negócios na B3, em meio à maior cautela quanto à pauta de votações no Congresso e no STF. O índice desacelerava as altas para 0,12% a 97.400 pontos por volta das 10h40, o terceiro dia de ganhos em quatro pregões. Ambev e Braskem lideram as altas no índice, com avanços de 0,5% e 5%, respectivamente, após investidores acharem que recentes recuos nos preços desses papéis foram exagerados. Petrobras ON e PN oscilavam à espera do julgamento de hoje à tarde no STF do processo que definirá o andamento do programa de privatizações da estatal. O volume projetado para o pregão é de R$8,9 bilhões – bem abaixo das médias diárias do ano.

 

CÂMBIO E JUROS: O dólar futuro opera volátil frente ao real, após cair na abertura do pregão, acompanhando o exterior. O recuo do real intrigava alguns traders, que esperavam a moeda brasileira ganhando terreno ante o dólar após a geração de emprego no setor privado dos Estados Unidos mostrar leitura bem abaixo do consenso em abril. O resultado sustenta as apostas de corte dos juros na maior economia do mundo, reduzindo a atratividade dessa divisa. O dólar futuro subia 0,03% no mercado futuro, negociado a R$3,86250. Os juros futuros recuam, com o investidor mais confiante quanto à evolução da agenda legislativa do governo no Congresso; neste momento, o relator do pedido de crédito suplementar de R$248 bilhões que o governo solicitou ao Congresso para pagar gastos correntes do ano está lendo seu parecer – a expectativa é que aprove o pedido na íntegra. Mais tarde, o Senado deve votar a PEC do Orçamento Impositivo.

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