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Ibovespa recupera perdas em semana de recordes à espera do IPCA-15 e Caged

Postado por: TC Mover em 17/01/2020 às 19:22

Os mercados de ações americanos e europeus encerram uma semana de recordes impulsionados pela assinatura do acordo entre Estados Unidos e China, pelos sinais de atividade mais forte das duas principais economias do mundo e pela ausência de novos conflitos no Oriente Médio. No Brasil, o Ibovespa acompanhou o otimismo externo e recuperou parte das perdas, enquanto o dólar recuou, mas segue pressionado, próximo dos R$4,200 no mercado futuro. Os juros caíram aguardando mais um corte da Selic após indicadores mais fracos da economia. Os investidores se preparam agora para uma semana mais curta, que começa com feriado nos EUA na segunda-feira, e com novos indicadores de inflação e atividade e a decisão de política monetária na Europa.

 

O Ibovespa fechou em alta de 1,52%, aos 118.478 pontos, aproximando-se da máxima histórica de 118.573 pontos de 2 de janeiro. Foi a quarta alta em cinco dias do índice, que recuperou as perdas da semana anterior e acumulou alta de 2,58% na semana e de 2,45% no mês. Os bancos, que derrubaram o índice na semana passada, voltaram a subir e o indicador setorial IFNC reduziu as perdas do mês para 0,8%. Mas foi a Vale que liderou a recuperação do Ibovespa, com a expectativa de aumento das exportações para a China após o acordo com os EUA e com os indicadores mais fortes da economia chinesa divulgados ontem à noite.

 

Para a próxima semana, os investidores devem acompanhar de perto os números de emprego do Caged, o IPCA-15, prévia da inflação oficial de janeiro, as pesquisas eleitorais nos EUA e o início do processo de impeachment do presidente Donald Trump no Senado, marcado para terça-feira, afirma Andrei Spacov, sócio e economista-chefe da gestora Exploritas. O Caged deve mostrar desaceleração na criação de vagas em dezembro depois da forte alta de novembro. Uma redução mais expressiva do emprego aumentará as chances de o Banco Central cortar os juros no começo de fevereiro. A segunda prévia do IGP-M, na terça-feira, e o IPCA-15, na quinta, podem reforçar essa expectativa, já que devem confirmar a redução nas pressões inflacionárias das carnes neste início de ano, abrindo espaço para uma Selic de 4,25%.

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