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Ibovespa ensaia recuperação em meio à cautela com disputa por reforma

Postado por: TC Mover em 25/03/2019 às 11:54

O índice Bovespa operava em tom misto nesta segunda-feira, com leve tendência de melhora e volume de negociação levemente baixo para o horário, em meio à crescente apreensão do mercado com a relação estremecida entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia – que ameaça comprometer a aprovação da reforma da Previdência.

 

O Ibovespa acelerava a alta para 0,66% às 11h45, retomando os 94.300 pontos com volume de R$3 bilhões e volume projetado de R$11,5 bilhões. A GloboNews, citando fontes, informou que Bolsonaro vai focar exclusivamente na reforma. Na ponta positiva, os bancos, liderados pela ação do Itaú, Na ponta negativa, a Natura liderava as quedas, com temor de que uma compra das operações da Avon, em negociação atualmente, possa levar a uma oferta de ações e a uma maior relação de dívida. As ações da Vale também pressionavam o índice para baixo. Já o dólar futuro negociava em queda de 1,1% para R$3,88650, em linha com a queda da moeda americana no exterior.

 

A curva de juros mantinha o ajuste de alta desencadeado na última semana, mas com menor intensidade: o DI para janeiro 2020 subia dois pontos-base para 6,520%, enquanto o DI para 2021, o mais líquido do pregão, tinha alta de cinco pontos-base para 7,170%. O mercado tem recalibrado as apostas desde a semana passada, quando Bolsonaro e seus aliados passaram a trocar farpas com Maia sobre a negociação da Previdência – ambos jogam um para o outro a responsabilidade de conversar com os demais parlamentares no Congresso. Bolsonaro se mantém irrefutável na posição de não trocar cargos ou verba por votos na reforma.

 

A cautela do mercado brasileiro é potencializada pela maior aversão ao risco vinda do exterior – a maioria dos índices na Europa e dos futuros das bolsas americanas negociam em queda, reagindo aos dados econômicos da última semana que levantaram a preocupação dos investidores com o crescimento da economia global. Números mais fracos das indústrias do Japão, da Alemanha e dos Estados Unidos ajudaram a corroborar o discurso de vários bancos centrais do mundo de que 2019 será provavelmente um ano de contração para as economias dos países desenvolvidos. A semana terá falas de dirigentes do Fed e do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, que pode detalhar mais o tamanho da preocupação dessas autarquias com a economia global.

 

(Foto: Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro/WikiCommons)

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