TC Mover
Mover

Ibovespa cai 2,9% e dólar futuro supera R$4,23 com coronavírus e expectativa com Fed

Postado por: TC Mover em 27/01/2020 às 19:24

O medo de que o surto de coronavírus na China ameace a economia global derrubou as bolsas do mundo todo. O crescimento rápido dos casos da pneumonia mortal e a falta de confiança nas informações oficiais do governo chinês agravaram a especulação entre os investidores, que redobraram a cautela. As commodities caíram com o receio do impacto na economia das medidas do governo chinês para combater a doença, prorrogando o feriado do Ano Novo Lunar e mantendo ainda a restrição de circulação de mais de 60 milhões de pessoas. O bloqueio de viagens para a China também compromete os negócios de boa parte das grandes empresas do mundo, com Estados Unidos e França também fretando aviões para repatriar seus cidadãos. O receio com a atividade pode influenciar inclusive a decisão do Federal Reserve, que inicia amanhã sua reunião de dois dias para definir a taxa de juros nos EUA.

 

A falta de confiança nas informações divulgadas pelas autoridades chinesas aumentou a insegurança do mercado, que especula que o real número de contágios seja superior ao que foi divulgado. Os Estados Unidos elevaram, no fim da tarde de hoje, o nível de alerta de viagens à China para grau 3, incluindo a província de Hubei, cuja capital é Wuhan, o epicentro do surto. Hoje Pequim, a capital da China, registrou a primeira morte em decorrência do vírus. Dada a situação, o país decidiu estender a duração de feriado do ano-novo lunar até sábado, dia 2, para tentar conter propagação do coronavírus. Em Xangai, o feriado vai até dia 9. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA disse nesta segunda, que não há novos casos no radar, e manteve os números de cinco confirmados e 110 sob análise.

 

O mercado vai continuar reagindo de maneira emocional aos informes sobre o vírus nos próximos dias, até que consiga estimar a gravidade e a extensão do surto e seu impacto nas economias dos diversos países. Dados como a taxa de mortalidade e o ritmo de contágio também servirão para uma estimativa sobre o impacto da doença na economia global. A base de comparação é a Síndrome Respiratória Aguda Grave, a SARS, que entre 2002 e 2003 levou dois meses para atingir o pico e contaminou 8 mil pessoas e deixou quase 900 mortos. Todas as atenções estarão também em notícias sobre novas mortes e novos casos, especialmente em países desenvolvidos, e, mais ainda, sobre recuperação de doentes, que pode indicar a proximidade da descoberta de uma vacina para o vírus.  

Mover Pro

Informação, análises e ideias de investimentos 24/7

Experimente 7 dias grátis