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Ibovespa bate recorde com leilão do pré-sal, exterior; no radar, Reforma da Previdência e IPCA-15

Postado por: TC Mover em 21/10/2019 às 19:33

O Índice Bovespa bateu recorde hoje, impulsionado pelas ações da Petrobras após notícias positivas sobre o leilão de excedentes da cessão onerosa – que indicam que a estatal receberá um valor no mínimo três vezes maior que o estipulado inicialmente – e na expectativa da votação da Reforma da Previdência em segundo turno amanhã no Senado. No exterior, a expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e China e os resultados de empresas americanas do terceiro trimestre ajudaram a puxar as bolsas na Europa e em Nova Iorque.

 

O índice Bovespa acelerou alta após notícia da Bloomberg, citando fontes, de que o Leilão de Excedentes da cessão onerosa deve arrecadar cerca de US$50 bilhões, ou mais de R$200 bilhões, projeção bem acima dos R$126 bilhões estimados inicialmente pelo governo. Do total, a Petrobras ficaria com um valor entre US$25 bilhões a US$45 bilhões, ou R$103 bilhões a R$186 bilhões do total – inicialmente o projetado era de R$34 bilhões. Isso fez os papéis da empresa subirem 1,34% a ON e 0,62% a PN, e puxarem o índice.

 

No campo político, prossegue a briga entre o grupo do presidente Jair Bolsonaro e o seu partido, o PSL. Mesmo com Bolsonaro em viagem à China, a guerra continuou, com o deputado Delegado Waldir recuando e abrindo espaço para Eduardo Bolsonaro assumir a o cargo de líder do governo na Câmara. O grupo do presidente do partido, Luciano Bivar, porém, já prometeu fazer uma nova lista para tirar Eduardo da liderança. A disputa foi parar no Supremo Tribunal Federal, com os apoiadores do presidente impetrando um mandado de segurança contra Bivar.

 

No mercado internacional, as atenções se dividiram entre a saída do Reino Unido da União Europeia, avanços nas negociações entre Estados Unidos e China e os resultados das empresas americanas, com as bolsas fechando em alta na Europa e em Wall Street. Em Londres, o Parlamento rejeitou hoje uma segunda tentativa do primeiro-ministro Boris Johnson de votar o acordo negociado com a União Europeia. Nos Estados Unidos, os mercados de ações subiram animados com declarações do vice-premiê chinês, Liu He, de que China e EUA fizeram progressos substanciais.

 

O índice Bovespa fechou em alta de 1,23%, a 106.022 pontos, máxima histórica, maior patamar desde 10 de julho. A instabilidade no Chile acabou por impactar o mercado de dólar no Brasil, onde o dólar futuro subiu 0,38%, a R$4,132. Os juros caíram em bloco, com o vencimento para janeiro próximo a 4,829%. Para amanhã, a grande expectativa é com a aprovação em segundo turno da reforma da Previdência no Senado. Na agenda econômica de terça teremos o IPCA-15 de outubro, prévia da inflação oficial. No exterior, a Argentina informa balança comercial de setembro.

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