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Ibovespa bate novo recorde e dólar sobe à espera de Guedes em Davos, IPCA-15

Postado por: TC Mover em 20/01/2020 às 19:20

O Ibovespa  terminou com um novo recorde em um pregão de baixa liquidez por conta do feriado nos Estados Unidos, vencimento de opções e indicações de um crescimento mundial mais fraco. As declarações de Paulo Guedes em entrevista ao Poder360 ajudaram a mexer com os papéis de bancos e com o dólar e aumentaram a expectativa com as apresentações que o ministro da Economia fará amanhã em Davos. O mercado deve se dividir, portanto, entre a estreia amanhã do “Big Brother” do capitalismo na Suíça, acompanhando os recados dos maiores representantes da economia mundial sobre crescimento, meio ambiente, concentração de renda e disputas comerciais, e a tendência dos juros e da inflação no Brasil, com a segunda prévia do IGP-M de janeiro, que pode confirmar a queda dos preços das carnes e dar indicações do IPCA-15 na quinta-feira.

 

O Ibovespa subiu 0,32%, aos 118.861 pontos, superando no VAR o recorde de fechamento, de 118.573 pontos, de 3 de janeiro. Os bancos voltaram a segurar o índice, com novas quedas em meio ao receio de recriação de algum tipo de CPMF, vendas de estrangeiros, que já retiraram R$6,6 bilhões da bolsa nos primeiros 16 dias deste ano, e projeções de ganhos menores este ano. O índice deve buscar novos recordes em breve, acompanhando as bolsas americanas e a confirmação do crescimento e dos lucros das empresas na próxima temporada de balanços, que começa dia 27, com Cielo.

 

Os investidores devem acompanhar as declarações de autoridades no Fórum Econômico Mundial, cujos debates devem começar amanhã em Davos, de olho especialmente nas discussões sobre crescimento global e disputas comerciais. A preocupação é com o impacto do crescimento externo na atividade brasileira, cuja recuperação segue ainda fraca e concentrada em alguns segmentos, como construção civil. Essa fraqueza pode exigir mais uma dose de incentivos via corte dos juros na reunião de fevereiro do Comitê de Política Monetária, levando os juros de 4,50% para 4,25%.

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