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Ibovespa avança, dólar e juros recuam, com otimismo por possível aprovação da Reforma da Previdência, sinais de Fed mais dócil

Postado por: TC Mover em 10/07/2019 às 11:28

O investidor voltou a operar hoje, após o feriado em São Paulo, com o otimismo renovado em relação à tramitação da Reforma da Previdência, com a maior celeridade nas discussões no plenário da Câmara pudendo levar a uma aprovação da matéria hoje, em primeiro turno, e com a sinalização mais forte de um possível corte na taxa básica de juros americana por parte do Federal Reserve.

 

A Câmara dos Deputados deve reabrir por volta das 11h00 a sessão que discute a Proposta de Emenda Constitucional da Reforma da Previdência. A previsão do presidente da Casa, Rodrigo Maia, é de que os dois turnos de votação ocorram até sábado. Há indícios de que a proposta será aprovada: um requerimento da oposição para retirar o tema da pauta foi rejeitado por 331 votos a 117. São necessários 308 votos para a aprovação. Segundo a Folha de S. Paulo, a liberação de emendas foi acelerada e até R$5,6 bilhões em verbas extras foram prometidos a deputados para agilizar a aprovação.

 

No exterior, favoreceu a procura por ativos de risco a fala do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, nesta manhã, demonstrando um tom mais dócil quanto à política monetária nos Estados Unidos, o que dissipou algum temor herdado da semana passada, após dados fortes de emprego na maior economia do mundo. Ele disse em discurso preparado antes de uma sabatina no Congresso dos Estados Unidos que os riscos de uma inflação baixa persistente estão crescendo, e que os perigos para a economia se mantêm latentes na esteira da prolongada guerra comercial com a China e de outras disputas da mesma natureza, além da menor dinâmica nos investimentos das empresas. As bolsas americanas dispararam, com o índice S&P500 tocando 3 mil pontos pela primeira vez e chegando mais uma vez a um recorde intradiário, enquanto o dólar americano e os rendimentos dos Treasuries de dez anos recuaram forte.

 

O Ibovespa voltou a tocar nova máxima histórica às 11h02, tocando os 106 mil pela primeira vez, alta de 1,4%, com volume projetado de R$16,8 bilhões, bem acima das médias diárias do ano. Lideravam as altas as ações ON da Vale, que subiam 1,69%; apesar do recuo no preço do minério de ferro na China, uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, ontem, mostra que os riscos quanto a Brumadinho estão sendo mitigados, de acordo com analistas da XP Investimentos. As ações PN da Petrobras também são destaque de alta ao avançar 2,03%, após a estatal assinar acordo com o Cade para a venda de fatias em distribuidoras de gás. Na ponta oposta, Suzano ON caía 1,38%, e Ambev ON recuava 0,42%.

 

Outros destaques incluíam o papel ON da IRB Brasil, após o jornal O Estado de S. Paulo noticiar, citando fontes à par da situação, que Itaú Unibanco e Bradesco negociam não vender suas participações na resseguradora de forma iminente, facilitando a saída da União e do Banco do Brasil do quadro societário da companhia. A decisão do governo de retirar limites para uso de milho e outros cereais na cerveja impacta as ações da Ambev, que oscilavam ao longo da primeira hora do pregão. Matéria do Brazil Journal sobre o Banco Inter impactava o papel, que disparava quase 10% às vésperas de um plano de reestruturação societária envolvendo a unitização dos papéis e uma oferta primaria.

 

O dólar futuro negociado na B3 recuava 0,97% a R$3,772, reflexo do otimismo com a Previdência e da perspectiva de corte iminente de juros nos Estados Unidos. O IPCA de junho, que veio estável, refletindo a fraca atividade e a sazonalidade favorável do período, fortaleciam a perspectiva de corte na Selic neste ano e derrubavam os juros. Os DIs com vencimento em janeiro de 2024 recuavam 9 pontos-base.

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