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Quedas na China e no Brasil mostram como a felicidade do mercado é efêmera

Postado por: TC Mover em 26/06/2018 às 12:32

Um sentimento de ansiedade está se apoderando dos mercados chineses, cuja bolsa entrou ontem no território de baixa persistente – o chamado bear market – em meio a temores de uma guerra comercial com os Estados Unidos. Analistas têm chamado a atenção ao fato de que a fragilidade financeira do sistema bancário chinês e mudanças profundas na forma como o regime é conduzido podem pegar o gigante asiático no contrapé num conflito com os EUA. As bolsas asiáticas caíram de novo, com a exceção do Nikkei em Tóquio, por conta desses temores. O bear market chinês chega só alguns meses após as bolsas do país terem iniciado o ano de forma brilhante. O iuan está se desvalorizando de forma rápida e caminha para seu pior desempenho mensal em quatro anos. Tudo pode mudar em umas poucas semanas.

O mesmo pode ser dito do Brasil. Após tocar máxima histórica em fevereiro, a bolsa caiu com força em meio a incertezas políticas que foram potencializadas pela recente alta do dólar e pela saída do investidor global dos mercados emergentes mais líquidos – como o Brasil. O índice da Bovespa acumula queda de 21% desde o pico – quase 20.000 pontos a menos do que na máxima de 88.000 pontos quatro meses atrás. Igual à moeda. O Banco Central hoje, na ata da sua reunião de política monetária de 20 de junho, reiterou a necessidade do Brasil relançar seu programa de reformas estruturais, para diminuir a desconfiança em relação à política e às eleições presidenciais de outubro. O país passou do céu ao purgatório em questão de semanas.

Com o dólar se valorizando hoje e os futuros das bolsas americanas apontando para queda, podemos ter, mais uma vez, um pregão volátil no mercado doméstico. A reação do mercado de renda fixa à ata do comitê de política monetário do BC brasileiro deve ser neutra, já que parte das observações já haviam sido exploradas no comunicado do dia 20. Assim, dólar e juros futuros devem reagir ao exterior e à atuação do BC e do Tesouro Nacional nos mercados de câmbio e de renda fixa, respectivamente. A bolsa deve ficar de olho no noticiário político. Um evento importante, após o fechamento do mercado, será a decisão do Conselho Monetário Nacional sobre as metas de inflação para 2019, 2020 e 2021.  Quer ser um investidor bem informado? Cadastre-se no TradersClub e siga nosso canal de notícias e comentários exclusivos.

 

 

Mercado em um minuto, segundo Contribuidores TradersClub

 

Câmbio: Deve reagir ao exterior conturbado; mercado à espera de atuação do Banco Central no câmbio.

Juros: Deve seguir câmbio; reação à ata do Copom não deve ser significativa, mas mercado está sensível a pronunciamentos do BC e atuação do Tesouro Nacional.

Bolsa: Deve reagir ao exterior e de olho no noticiário político, à espera de pesquisas eleitorais e desdobramentos de decisão do ministro do STF sobre ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ações: Fique de olho em Petrobras, com planos de mudar programa previdenciário e possível recurso ao STF na derrota judicial de remuneração; Vale, após novo acordo com o MPF para ressarcir vítimas do desastre de Mariana; Ambev, com Bradesco BBI iniciando como neutra e cortando preço alvo; Itaú Unibanco, abrindo plataforma de seguros; bancos, com notícias de consenso parlamentar para aprovar cadastro positivo; operadoras de shoppings, após Morgan Stanley fazer revisões de preços-alvo e recomendações; Gol, que teve preço alvo do seu recibo de ações em Nova Iorque reduzido por mais da metade pelo Morgan Stanley; Fleury, que teve recomendação elevada pelo UBS; São Martinho, cujo lucro aumentou com vendas de etanol.

 

 

Principais notícias para começar o dia bem informado

 

Trading News

— Greve impõe desafio ao Copom, faz cenário mais incerto, diz ata

— Tensão global e atuação tímida do BC marcam pregão volátil

— Exterior azedo testa nova estratégia do BC para o câmbio

— Vale, BHP fecham acordo com o MPF sobre Mariana

— Siderúrgicas voltam a sofrer com guerra comercial

— Temores comerciais acionam cautela nos mercados

— Balança comercial mostra superávit em junho, mesmo após greve

— Temor de correlação direta entre ações e dívida é exagerado, diz MSCI

 

Valor Econômico

— Leilão do BC sinaliza que não há escassez de dólar

— Decisão da Opep equilibra consumo e oferta de petróleo

— Petrobras tenta mudar plano de pensão

— Vendas de etanol elevam lucro da São Martinho

— Nova lei de recuperação judicial empaca no Congresso

— DEM oferece Presidência, vice ou Senado a Datena

— Cadastro positivo tem chance de aprovação

— China e UE dizem que vão reagir a tarifas dos EUA

 

O Estado de S. Paulo

— Vice de Trump discutirá no Brasil uso de base militar, Venezuela e imigração

— STJ nega pedido de Ciro para suspender indenização a Collor

— Para evitar perda de R$ 15 bi, governo muda lei que beneficia ruralistas

 

Folha de S. Paulo

— China mira Brasil como parceiro estratégico em meio a guerra global

— Em busca do voto feminino, Ciro quer reverter imagem de machista

— Fator Temer isola MDB em articulações para o Planalto

— Exportação de milho sofre com a seca e a paralisação dos caminhoneiros

— Remuneração anual de diretores da Vale mais que dobra e chega a R$12,4 mi

 

O Globo

— Estratégia de pedido de prisão domiciliar provoca crise na defesa de Lula

— Bolsonaro deve fechar aliança com PR, liderado por condenado no mensalão

— Após críticas, Bolsonaro afirma que participará de debates eleitorais

— Fundador do PSDB, Alckmin é esquecido em vídeo de aniversário do partido

 

Poder360

— Bolsonaro lidera com 29% em Minas Gerais em cenário sem Lula

 

 

TC Recomendações: Ambev

 

— $ABEV3: O Bradesco BBI retomou a cobertura do papel ON da Ambev com recomendação neutra e preço-alvo de R$20, versus anterior de R$25. Equipe vê cenário desafiador para a receita da companhia.

 

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais:

— 05h00: IPC- Fipe

— 08h00: Divulgação da ata do Copom

— 08h00: Confiança do Consumidor FGV junho; anterior 86,9

— o8h00: IPCS-Capitais

— 08h00: Sondagem da Construção – FGV

— 08h00: Sondagem do Consumidor – FGV

— 08h00: Índice Nacional de Custo da Construção – FGV

— 13h00: Dados da indústria de bens de capital mecânicos em maio – Abimaq

— 14h30: Receita Tributária Federal

 

Indicadores internacionais:

— 11h00: Confiança do Consumidor EUA; consenso 127,6

— 16h00: Transações correntes da Argentina no 1T; consenso -US$9 mi

— 16h00: Atividade econômica anual da Argentina em abril; consenso +2,3%

— 17h30: Estoques de Petróleo Bruto semanal dos EUA; anterior -3,016 mi

 

Eventos:

— 11h00: Ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, tem reunião com o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira

— 12h00: Presidente Michel Temer e autoridades recebem o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, em Brasília

— 14h00: Discurso de Raphael Bostic, membro do Federal Reserve

— 14h45: Discurso de Robert Kaplan, membro do Federal Reserve

— 15h00: Ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, e presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, têm reunião virtual com o Conselho Monetário Nacional

— N.D: Reunião do CMN para reiterar metas de inflação de 2019, 2020 e divulgar a de 2021

— N.D: Visita do vice-presidente dos EUA, Mike Pence, ao Brasil

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