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Guedes na CCJ, ata do Copom e prévia da Vale marcam pregão

Postado por: TC Mover em 26/03/2019 às 8:46

O mundo acorda hoje com um viés mais construtivo para os mercados. Os principais índices acionários na Europa e os futuros das bolsas americanas avançavam levemente por território positivo, com os investidores se recuperando parcialmente do forte tombo que tomou conta das maiores bolsas nos últimos três pregões. Em geral, há uma aversão ao risco moderada, causada em parte pela desaceleração abrupta da economia mundial, parte pela dificuldade de conciliar objetivos políticos diferentes. É o caso dos Estados Unidos, da China, do Reino Unido e do Brasil.

 

Ontem à noite, a premiê britânica Theresa May perdeu o controle do processo de saída do Reino Unido da União Europeia, com o Parlamento britânico tomando posse do que parece ser o conflito político mais complexo da história moderna do país. Nos EUA, após sua aparente vitória no inquérito sobre a suposta colusão da sua campanha presidencial com elementos do governo russo, o presidente Donald Trump ainda deve negociar com aliados e opositores a construção do muro na fronteira com o México e outros planos.

 

No Brasil, o problema é mais profundo: a articulação – ou desarticulação – da área política tem uma ideia deturpada do significado de negociar com o Congresso. Isso pode demorar, ou até derrubar, a aprovação da reforma da Previdência, a pauta econômica mais relevante dos últimos 16 anos no país. O mercado, tenso, continua de olho nesse ponto.

 

Às 14h00, um teste importante: o ministro da Economia, Paulo Guedes, participará de um debate na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados sobre a reforma da Previdência. A recepção ao ministro deve ajudar o investidor a entender como a comissão aceita o texto e as explicações do governo quanto ao projeto. Agora cedo, a ata Copom reiterou a visão do Banco Central de que os riscos para a inflação se tornaram simétricos, na esteira de uma pressão maior nas economias de países emergentes e das incertezas sobre o programa de reformas do governo.

 

Fique de olho no IPCA-15 de março e na prévia de produção da Vale do quarto trimestre, que pode trazer alguma mudança em relação ao guidance de minério de ferro para este ano após o desastre de Brumadinho. Além da audiência na CCJ, Guedes tem encontro com governadores, enquanto o presidente Jair Bolsonaro tem reunião com o governador e senadores do estado do Rio de Janeiro. Hoje a Câmara pode votar o projeto de lei sobre capital estrangeiro nas companhias aéreas.

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

Os principais índices acionários na Europa e os futuros das bolsas americanas avançavam levemente por território positivo com os investidores devolvendo parte do tombo forte que tomou conta da maioria dos mercados globais nos últimos três pregões.

 

Na Ásia, o índice Nikkei do Japão fechou em alta de 2,15% e recuperou parte da queda dos últimos dias após dados de inflação do país virem em linha com o esperado. Na China, a espera pela chegada de uma comissão americana que irá continuar as negociações sobre o acordo comercial com os Estados Unidos continua a pressionar o principal índice acionário da região, o Xangai Composto, que caiu 1,51% nesta madrugada.

 

A queda do rendimento dos Treasuries americanos aponta para um provável corte na taxa de juros americana ainda este ano – ontem, os yields atingiram o menor patamar desde dezembro de 2017. Apesar do motivo que poderia levar o banco central americano a fazer um corte – a recessão global -, juros menores nos EUA diminuem o custo do dinheiro ao redor do mundo e elevam a demanda por ativos de risco como as ações ou as moedas emergentes.

 

No mercado de commodities, os preços do petróleo voltaram a subir, compelidos pela melhora do clima nos demais mercados, enquanto os contratos do ouro recuaram após atingirem o maior patamar em mais de um mês.


Principais notícias corporativas

 

CPFL Renováveis: A CPFL Renováveis apurou um lucro líquido de R$106,82 milhões no quarto trimestre, o que representa alta de 108,5% na base anual.

 

Natura: A agência de risco Standard&Poor’s rebaixou a perspectiva da nota de crédito da Natura para negativo, sugerindo possível corte, após conversas para comprar a Avon.

 

Klabin: O conselho de administração da Klabin aprovou a emissão de R$1 bilhão em debêntures, com prazo de vencimento de dez anos.

 

Energisa: A Energisa publicou que o consumo de energia elétrica nas áreas de concessão da companhia cresceu 6,1% em fevereiro na base anual.

 

CR2 Empreendimentos: A CR2 Empreendimentos apresentou um prejuízo líquido de R$5,72 milhões no quarto trimestre, ante lucro líquido de R$1,29 milhão no mesmo período em 2017.

 

Varejo: Expansão do Mercado Livre preocupa varejo físico (Folha)

 

Frigoríficos: EUA agendam visita de inspeção ao Brasil para liberação de exportação de carne (Folha)

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

05h00 IPC – Fipe

08h00 Gastos da construção (março) – FGV

09h00 IPCA-15 mensal (março) – IBGE

09h00 IPCA-15 anual (março) – IBGE

 

Indicadores internacionais

02h00 Japão – IPC-núcleo

04h00 Alemanha – Clima do consumidor Gfk (abril)

09h30 EUA – Licenças de construção (fevereiro)

09h30 EUA – Construção de novas casas (fevereiro)

10h00 EUA – Índice Redbook mensal

10h00 EUA – Índice de preços de imóveis mensal (janeiro)

11h00 EUA – Confiança do consumidor CB (março); consenso 132

16h00 Argentina – Balança comercial (fevereiro)

17h00 EUA – Estoques de petróleo bruto semanal API

 

Resultados trimestrais

AA Vale (prévia de produção)

DF Brasil Brokers

N.D. Oi

 

DISCLAIMER: Este newsletter não tem o objetivo de promover a venda de títulos e valores mobiliários específicos, e sim, de informar correta e oportunamente a quem o recebe.

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