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Governo deve anunciar descontingenciamento e mercado deve reagir ainda a Copom; ativos de risco operam mais aliviados

Postado por: TC Mover em 20/09/2019 às 9:08

Os futuros de ações dos Estados Unidos apontam para abertura em alta, enquanto as bolsas europeias operam no azul nesta sexta-feira bastante volátil e movimentada por conta da meia dúzia de reuniões de política monetária de bancos centrais, entre eles o norte-americano e o brasileiro. O foco volta-se para a guerra comercial EUA-China, cujo episódio de hoje tem como protagonistas a reunião de segundo nível entre emissários chineses e americanos em Washington – um clássico não-evento – e alguns ruídos originados de notícias, tuítes e entrevistas de ambos os lados. No entanto, nada parece abalar a calma relativa da manhã de hoje, nem mesmo as duras falas do vice-presidente americano, Mike Pence, que disse em entrevista à rede CNBC que “a era de submissão econômica” do Ocidente em relação à China acabou e acusou o gigante asiático de “roubar” quase US$500 bilhões em propriedade intelectual anualmente dos EUA. Os mercados reagiram pouco, ou nada, às declarações.

 

No Brasil, o investidor espera mais um dia de reação nos ativos locais à decisão do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros Selic e sinalizar cortes além do esperado pelo mercado. Com os investidores reajustando suas projeções de Selic e, portanto, do custo de capital e dos juros futuros, ontem vimos o que é conhecido no mercado como um “bull steepening” da curva dos DIs – movimento que mostra uma queda das taxas de juros, e uma curva de rendimento com maior inclinação -, um dólar mais forte e uma alta da bolsa com migração fora das ações mais líquidas do índice referência, o Ibovespa. Setores cíclicos, muito ligados à economia doméstica, mostraram um dia favorável ontem. Para membros experientes do TC, como o investidor Bruno Bitencourt, esses movimentos são típicos do momento e têm margem para continuar. No entanto, como visto nas redes sociais e na comunidade TC ontem, a trajetória inexorável do câmbio tem o investidor em suspense, limitando qualquer avanço do Ibovespa ou recuos nos DIs curtos e longos no curtíssimo prazo.

 

Hoje, podem ser publicados os dados de arrecadação federal e do registro de empregos com carteira assinada de agosto, mas ainda não há confirmação por parte do Ministério da Economia. Podemos ter volatilidade extra no mercado americano, com o vencimento trimestral quádruplo de ações e opções nas bolsas em Wall Street. Haverá dois discursos de lideranças do Federal Reserve – que devem falar da sua posição na decisão de juros de quarta-feira e dar mais pistas sobre o que pode acontecer até a reunião de 31 de outubro. O presidente Jair Bolsonaro faz sua primeira aparição em público depois da cirurgia corretiva de uma hérnia, quase duas semanas atrás, em cerimônia para sancionar a Lei da Liberdade Econômica, no meio da tarde. Outro fato de destaque na agenda é a reunião, às 10h00, no Rio, entre Guedes e seu secretário de Desestatização, Salim Mattar, com o governador Minas Gerais, Romeu Zema. Sendo o tema aparente a desestatização – por conta da presença de Mattar –, é provável que tenhamos notícias sobre a adesão de Minas a algum programa de aceleração de vendas de ativos estatais. Cemig? Copasa? A conferir.

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