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Governo anuncia estímulos econômicos e bolsa fecha em alta, apesar de Nova Iorque; indicadores dos EUA no radar

Postado por: TC Mover em 17/07/2019 às 18:06

As notícias de que o governo pretende tomar medidas para estimular a economia para além da Reforma da Previdência foram os destaques locais desta quarta-feira. O plano de liberar recursos do FGTS e do PIS/Pasep deverá ser mais detalhado amanhã. Segundo agências de notícias, o ministro da Economia, Paulo Guedes, acredita que a medida deve destravar cerca de R$63 bilhões ao todo. A equipe econômica espera que isso gere impacto de 0,2 a 0,5 pontos percentuais no PIB deste ano, conforme fontes disseram à Bloomberg News.

 

Ainda no plano local, outra notícia que movimentou a sessão foi a aparente proximidade da privatização da Eletrobras. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o pacote de desestatização do governo pode levantar até R$450 bilhões para os cofres do governo e pretende reduzir a participação da União na companhia elétrica de 60% para 50%. Guedes deve dar mais detalhes sobre o projeto nos próximos dias – mais um assunto que o investidor deve monitorar.

 

Enquanto isso, em Nova Iorque as bolsas caíram em meio à temporada de resultados corporativos, com os investidores se preparando para os números que estão por vir e reagindo aos poucos que já foram divulgados. Mas este não foi o único fator que deixou o mercado americano receoso: as tensões entre Estados Unidos e China voltaram a preocupar. Ontem, o presidente americano Donald Trump disse que ainda há muito a fazer para que as disputas cheguem a uma conclusão, e que pode, sim, voltar a impor taxas às importações vindas do país asiático. O índice Dow Jones Industrials teve queda de 0,42% e o S&P500 recuou 0,65%.

 

Nos EUA, hoje foi dia de divulgação do Livro Bege, uma pesquisa sobre atividade econômica feita pelo Federal Reserve, que mostrou que as companhias veem crescimento modesto da economia e um cenário positivo, apesar dos temores crescentes sobre as disputas comerciais do presidente Donald Trump  em âmbito internacional. Na prática, o Livro Bege não alterou a perspectiva de corte de juros entre os investidores, que derrubaram os rendimentos dos Treasuries de dez anos ainda mais após a divulgação do documento.

 

Neste cenário, o índice Bovespa fechou a sessão em alta de 0,08%, a primeira após quatro quedas, a 103.855 pontos. O dólar futuro recuou 0,16%, cotado a R$3,767, em linha com movimento da moeda no exterior. A curva de juros fechou mista: o DI para janeiro próximo encerrou em queda de 3 pontos-base; enquanto o vencimento para 2023 fechou estável. A perspectiva de algum efeito na atividade econômica a partir dos estímulos do plano de reativação de Bolsonaro reduziu o espaço para apostas em manutenção da Selic perto do 5% no ano que vem. Porém, a perspectiva não se sustentou, segundo membros experientes do TC, que argumentaram que a desaceleração do PIB brasileiro dificilmente vai ser resolvida com paliativos.

 

Para os dias que restam da semana, é importante ficar de olho em Paulo Guedes. Segundo o Valor, o ministro deve dar mais informações sobre o pacote de estímulos do governo nos próximos dez dias. No campo dos indicadores, amanhã pela manhã teremos dados do IGP-M, divulgados pela FGV, e números dos EUA, como os pedidos iniciais por seguro-desemprego – que sempre trazem alguma volatilidade aos mercados – e do índice de atividade industrial mensal. Os resultados corporativos nos Estados Unidos seguem no radar. Por aqui, a temporada de balanços começa na semana que vem, com a Cielo

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