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Mercado deve manter cautela com ação coordenada na China, Goldfajn e eleição

Postado por: TC Mover em 19/10/2018 às 8:19

O investidor no Brasil precisa ficar atento a uma possível releitura do mercado das últimas 12 horas, que foram intensas em notícias e rumores. Por um lado, a ação coordenada entre o banco central chinês e agências reguladoras que visou dissipar temores de uma queda maior no mercado acionário da China devem ajudar levemente as bolsas de países emergentes – que estão sentindo o impacto da pior desaceleração econômica do país asiático em nove anos. As bolsas na Ásia fecharam mistas nesta sexta-feira, enquanto os futuros dos índices acionários americanos apontavam para abertura em alta; o chamado “índice do medo”, o VIX, mostrava leitura abaixo dos 20 pontos pela primeira vez desde quarta-feira, sinalizando menor volatilidade.


No plano local, câmbio, juros e bolsa podem se descolar do exterior e focar de novo na eleição. Até o momento, o mercado vê como pouco provável o sucesso da ofensiva judicial do PT contra a campanha de Jair Bolsonaro, em relação aos ataques à sigla supostamente pagos por empresários. A expectativa do investidor se centra, de novo, nos anúncios da equipe econômica do ex-capitão, que abriu quase 20 pontos percentuais de vantagem sobre o petista Fernando Haddad na pesquisa Datafolha divulgada ontem. O Estado de S. Paulo traz notícia hoje de que Bolsonaro estuda desoneração permanente da folha de pagamentos diferente daquela feita pela ex-presidente Dilma Rousseff em 2011. Balão de ensaio ou proposta para valer? Falta clareza no plano de Bolsonaro e o mercado, feliz por não ter o PT de volta ao poder, deve continuar no “faz de conta.”


No fechamento do pregão de ontem, a Bloomberg News disse que presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, não deve continuar no cargo no ano que vem. O mercado, a princípio, interpretou a notícia como se ele pudesse antecipar sua saída antes do final do mandato, e não gostou nem um pouco disso. Fique atento para possíveis releituras durante o pregão de hoje. Para David Cohen, do fundo Paineiras, a decisão, caso se confirme para o ano que vem, não deve ter a ver com desavenças com o programa bolsonarista para a economia. Além da reação aos números do PIB e anúncios chineses, o dia traz discursos de lideranças de bancos centrais no Reino Unido e no Japão, prévia do IGP-M para outubro, a divulgação de resultados das companhias americanas do terceiro trimestre e a tentativa de venda da Cesp pelo Estado de São Paulo após a justiça suspender a renovação do Porto Primavera – o que pode reduzir o interesse pela estatal.

 

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Mercado em um minuto, segundo Contribuidores TradersClub

 

— Câmbio: Deve oscilar entre o exterior e as notícias eleitorais; mercado deve ficar de olho na possível saída de Goldfajn do BC em dezembro.

 

— Juros: Devem reagir à prévia do IGP-M, notícia sobre desoneração e risco no exterior. Podem acompanhar o dólar futuro.

 

— Bolsa: Mercado fica com um olho na releitura dos riscos políticos e eleitorais, e o outro no desempenho das bolsas americanas e o exterior.

 

— Ações: Fique de olho em Cesp, com tentativa de leilão pelo Estado de São Paulo; Eletrobras, que manteve o leilão de subsidiária mesmo com entrave no Senado; BRF, com desdobramentos das negociações de acordo de leniência;  Triunfo, com Chinesas SPIC e Zhejiang avaliando aquisição da Tijoá; Santos Brasil, que vai investir R$35 milhões em terminal no Pará; Gafisa, que suspendeu pagamentos aos fornecedores; JBS, que concluiu ontem a emissão de US$ 500 milhões em bônus no exterior; Alpargatas, após conselho aprovar plano de sucessão de CEO; Embraer, com entrega de 15 jatos comerciais e 24 executivos no terceiro trimestre.

 

— Destaques das recomendações: Para o Brasil Plural, o cenário mais pessimista para a Eletrobras ($ELET3) e a venda de suas subsidiárias está precificado. Na pior hipótese, o banco estima que os passivos ligados à liquidação de distribuidoras atinjam R$24 bilhões.

 

Principais notícias para começar o dia bem informado

 

Trading News

— Ação coordenada na China interrompe queda dos mercados

— Coordenação inédita de BC, agências anula PIB fraco na China; mercado reverte queda

— Economia chinesa desacelera mais que o esperado no terceiro trimestre

— Bolsonaro se aproxima dos 60% de votos válidos em pesquisa Datafolha

— Investidores, analistas repercutem possível saída de Goldfajn do BC

 

Valor Econômico

— Aumentam suspeitas sobre campanhas na rede social
— Ruído sobre saída de Ilan do BC afeta o mercado
— Datafolha traz Bolsonaro 18 pontos à frente
— Decisão no STF dificulta recuperação judicial

 

O Estado de S.Paulo

— Em meio a bate-boca, França diz que não apoia PT e Doria cola imagem à Bolsonaro
— Em MG, candidatos trocam farpas no primeiro debate do segundo turno
— Conselheiro de Bolsonaro compara Acordo de Paris a papel higiênico
— Ex-ministro de Temer pode voltar à Educação em governo de Bolsonaro

 

Folha de S. Paulo

— Bolsonaro pode ser punido se foi beneficiado, dizem especialistas

— Debate com Doria e França tem ataques pessoais e acusações sobre PT e traição

— Equipe de Bolsonaro prevê corte gradual nas tarifas de importação

— Suspeita de uso ilegal do WhatsApp deve pairar sobre Bolsonaro mesmo após a eleição

 

Globo/G1

— PDT diz que vai pedir nulidade das eleições de 2018 por suposta compra de pacotes de fake news contra PT

— Bolsonaro diz que não tem controle das redes; Haddad pede a prisão de empresários

— Campanha confirma que Bolsonaro não vai aos debates na televisão
— A aura de poder do ‘quase ministro’ Onyx em Brasília

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais
— 08h00: IGP-M segunda prévia – FGV

— 10h00: Confiança Industrial – CNI

 

Indicadores internacionais
— 05h00: Conta corrente da Zona do Euro em agosto; consenso 21,4 bilhões
— 14h00: Contagem de sondas de petróleo dos EUA – Baker Hughes; anterior 869

 

Eventos

— 03h35: Discurso de Haruhiko Kuroda, presidente do BoJ
— 12h30: Discurso de Mark Carney, governador do Bank of England, em Nova York
— N.D: Data prevista para leilão de privatização da Cesp
— ND: Previsão de divulgação de pesquisa XP/Ipespe para a Presidência

 

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