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Foco muda de payroll para guerra comercial na semana que vem, mas investidor não deve ter sossego; no radar, reformas e IPCA

Postado por: TC News em 04/10/2019 às 18:26

Hoje, a estrela do dia foi o relatório de criação de empregos privados nos Estados Unidos, que deixou as portas abertas para um corte de, pelo menos, 25 pontos-base nos juros básicos americanos neste mês. Uma revisão dos dados de meses anteriores mostrou que houve mais geração de empregos em julho e agosto do que o estimado anteriormente. Essas revisões tiraram parte do gás do rali pós-divulgação, mas não o suficiente para mudar a direção ou a dimensão das apostas de que o Federal Reserve assumirá uma postura dócil quanto à taxa Fed Funds na reunião do dia 30 de outubro.

 

Os mercados assimilaram o payroll positivamente: a economia está crescendo, porém, precisa de ajuda para não se contrair. Isso gerou uma redução na probabilidade de corte de juros calculada pela ferramenta FedWatch, da CME, mas nada que frustrasse a melhora nos ativos de risco depois de uma semana horrível. O diretor gerente do Fed de Chicago, Charles Evans, se mostrou temeroso pela desaceleração vista em semanas recentes. Powell, que falou no meio da tarde, reiterou que o Fed fará o que for apropriado para proteger a maior expansão econômica da história dos EUA.

 

Mesmo na antessala da retomada das conversas comerciais entre os EUA e a China, o investidor ficou menos ligado nos dados da balança comercial americana, que foram divulgados simultaneamente ao payroll. Para membros experientes do TC, como o trader Gabriel Rech, os recentes gestos de boa vontade entre as duas nações sugerem uma aproximação. As negociações, que devem ser retomadas em 10 de outubro, podem ser a notícia mais relevante da semana nos mercados. Ou seja: o mercado brasileiro deve continuar refém do exterior.

 

Assim, as ações nos EUA subiram hoje pelo segundo dia seguido e os rendimentos dos Treasuries caíram. Os índices-referência em Nova Iorque, tanto o Dow Jones quanto o S&P500, mostraram recuo de 1,42%. A perda desta semana é a terceira consecutiva para os dois índices. Em São Paulo, o índice Bovespa teve um recuo semanal de 2,40%, a primeira queda em seis semanas. Os juros curtos, representados pelo DI para janeiro próximo, mostraram a queda menos intensa em cinco semanas e o câmbio teve o maior tombo desde começo de julho.

 

Semana que vem, além do episódio das negociações comerciais EUA-China, teremos a divulgação dos dados de inflação de outubro, pelo IBGE, na quarta-feira. Na Zona do Euro teremos dados de confiança do consumidor, na China – que volta de longo feriado, teremos PMI composto e, nos EUA, preços ao produtor e vendas no atacado. Os dados de gasto pessoal e ganho salarial dos Estados Unidos, na quinta-feira, podem trazer alguma volatilidade. Em matéria corporativa, teremos a precificação do IPO da Vivara – que pode sair no teto da faixa sugerida, assim como os dados do balanço da Camil – ambos na terça-feira.

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