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“Terça-feira de pesadelo” nos mercados internacionais deve marcar pregão

Postado por: TC Mover em 21/11/2018 às 8:27

Na volta do feriado estendido, o mercado local se depara com o resquício do pregão de terça-feira no mundo inteiro, definido por um gestor como “um dia de pesadelo atrás do outro”, e a pausa esperada para amanhã, com o início do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos. Ontem, em pleno feriado do Dia da Consciência Negra em São Paulo, as bolsas de Hong Kong, Londres e Nova Iorque desabaram. No movimento de correção, os três índices referência nos EUA zeraram os ganhos do ano e arrastaram tanto o ETF brasileiro, conhecido como EWZ, quanto os ADRs das maiores companhias brasileiras.  

 

É improvável que o mercado brasileiro não pegue um resfriado com a gripe que aflige as bolsas mundo afora. O que começou como uma venda das ações de empresas de tecnologia americanas com múltiplos provavelmente esticados e projeções menos estelares do que o esperado se tornou uma correção forte, impactando o sentimento e os preços de todo tipo de ativos financeiros. Desde o petróleo até o bitcoin caíram. Os futuros dos índices Dow Jones, S&P500 e Nasdaq Composite apontam hoje para abertura em alta, mas a pouca liquidez pode acentuar as flutuações de preços para cima ou para baixo prévio ao fechamento dos mercados dos EUA pelo Dia de Ações de Graças na quinta e o Black Friday na sexta-feira.  

 

No campo local, o investidor ainda precisa ficar de olho no andamento de pautas econômicas importantes nas últimas semanas do governo Michel Temer. Duas pautas sondam o Senado Federal nesta quarta-feira, como a cessão onerosa e as emendas do projeto de lei que muda as regras para os cancelamentos nas compras de imóveis, conhecido como o PL dos distratos. No exterior, a montanha-russa de preços do petróleo deve continuar pressionando os papéis da Petrobras. Ontem, o contrato WTI, negociado em Nova Iorque, chegou a cair mais de 7%, ameaçando cruzar a linha dos US$50 por barril, após o presidente americano, Donald Trump, divulgar um comunicado de apoio ao governo da Arábia Saudita. Para os próximos dias, fique de olho nas reuniões do presidente eleito Jair Bolsonaro, em possíveis novas indicações para o seu governo e nas falas dele sobre a reforma da Previdência – ontem ele disse que a atual proposta do governo Temer é “salgada demais”.

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

— Os futuros dos maiores índices acionários americanos apontavam para abertura em alta nesta quarta-feira, após um dos piores pregões para o investidor global em pelo menos três anos na véspera. Mesmo assim, a fraqueza nos preços de todo tipo de ativo financeiro continua latente, com o dólar e os Treasuries americanos ainda se firmando como potenciais portos-seguros em meio a uma forte onda de aversão ao risco.

 

— Ontem, o S&P500 entrou em território de correção, o petróleo tocou níveis não vistos pelo menos em um ano, o mercado de crédito mostrou sinais de enfraquecimento e até o bitcoin despencou. Enquanto isso, os rendimentos do Tesouro americano caíram com maior demanda por investimentos de menor risco, assim como o ouro e o iene.

 

— A maioria dos grandes investidores não está convencida de que o tombo de mercado vai perder força tão cedo. Assim, o cenário para as commodities, os ativos de risco – como os de mercado emergentes – e as moedas devem se movimentar de forma mista. No entanto, os surtos de volatilidade vistos neste ano, o retorno do ativo de melhor desempenho no ano sugere que 2018 “foi o ano mais difícil de investir desde o início dos anos 1970”, segundo a Bloomberg.

 

Principais notícias corporativas

 

— Petrobras: O Senado pode votar hoje o projeto da cessão onerosa, que dá a base legal para a renegociação de um acordo entre a estatal e a União, do qual acredita-se que a petroleira é credora.

 

— Banco do Brasil: O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse que o novo governo cogita nomear Ivan Monteiro novo diretor-presidente do banco. Também, segundo o Valor, o banco e a BlackRock teriam discutido negócio com BB DTVM.

 

— Eletrobras: A Oliveira Energia montou um consórcio para estudar participação em leilão de venda da distribuidora da estatal no Amazonas, marcado para 27 de novembro. O grupo já adquiriu a distribuidora de Roraima.

 

— Fertilizantes Heringer: A companhia informou que fechará três unidades de mistura terceirizadas em 2019, com objetivo de recuperar as margens após resultados negativos no terceiro trimestre.

 

— Smiles: A companhia não forneceu documentos pedidos por sócios minoritários no âmbito da reestruturação da controladora Gol, citando falta de amparo legal na solicitação.

 

— Viver: A construtora poderá adequar o valor de suas ações – que tem negociado abaixo de R$1 – às regras da B3 até 30 de abril de 2019. A companhia deve apresentar um plano para agrupamento dos papéis no ano que vem.  

 

— Eletropaulo: Enel vai investir R$ 3,2 bilhões na companhia elétrica de São Paulo.

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

— 05h00: IPC 2ª prévia novembro – Fipe

— 12h30: Fluxo Cambial Estrangeiro – BC

 

Indicadores internacionais

— 07h30: Dívida Líquida do Setor Público do Reino Unido em outubro; anterior ‎£5,35 bi ‎

— 11h30: Pedidos iniciais de seguro-desemprego dos EUA; consenso 215.000

— 11h30: Pedidos de Bens Duráveis dos EUA em outubro; consenso -2,5% na base mensal

— 11h30: Núcleo de Pedidos de Bens Duráveis dos EUA em outubro; consenso 0,4% mensal

— 13h00: Confiança do Consumidor Michigan dos EUA em novembro; consenso 89,1

— 13h00: Índice Michigan de Percepção do Consumidor dos EUA em novembro; 98,3

— 13h30: Estoque semanal  de Petróleo Bruto dos EUA; consenso 2,09 mi

— 21h30: IPC Nacional do Japão em outubro; consenso 1,4% na base anual

— 21h30: Núcleo do IPC Nacional do Japão em outubro; consenso 1,0% na base anual

 

Teleconferências

— 14h00: Cemig

 

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