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Fé na retomada anima bolsas; no radar, vencimento de índice, Livro Bege

Postado por: TC Mover em 14/04/2020 às 18:43

As bolsas voltaram a subir hoje, ignorando as projeções sombrias do Fundo Monetário Internacional, que espera uma retração mundial de 3% neste ano, a maior em 90 anos, e os resultados ruins de empresas no primeiro trimestre. Os investidores preferiram apostar suas fichas nos sinais de que a pandemia de coronavírus, que se aproxima de 2 milhões de casos no mundo, está ficando para trás em vários países, e voltaram a comprar ações, aproveitando as pechinchas que as quedas dos últimos dois meses criaram. Mesmo com a retomada recente, o Dow Jones Industrials ainda cai 16% no ano e o Ibovespa, quase 31%.

 

Depois dos programas de ajuda de governos e dos bancos centrais, agora os investidores se empolgam com dados de redução no ritmo de novas contaminações e mortes e com as notícias de que vários países já preparam planos para tentar voltar à normalidade, caso de Itália, Espanha e França. Até mesmo nos Estados Unidos, que ostentam o preocupante título de epicentro da pandemia, o presidente Donald Trump reuniu um conselho de notáveis para tratar da volta da atividade. No Brasil, o Ibovespa subiu, acompanhando as bolsas internacionais e na expectativa do vencimento do mercado futuro de índice amanhã.

 

Um exemplo do impacto dos dados econômicos podem ser os números que saem amanhã nos EUA, de vendas no varejo e produção industrial de março, e os dados de confiança do construtor de abril. Os números do Empire Manufacturing de abril vão mostrar o impacto da quarentena no Estado de Nova Iorque, um dos mais atingidos pelo coronavírus no país. Também amanhã, o Fed divulga o Livro Bege, um apanhado dos principais indicadores antecedentes da economia. Por aqui, os investidores acompanham também a votação no Senado do Orçamento de Guerra e as discussões sobre o projeto de ajuda a Estados e municípios.

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