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Exterior volta à calma com demora em resposta do Irã aos EUA; no radar, Petrobras, Indústria americana, dólar

Postado por: TC Mover em 07/01/2020 às 9:15

O clima de cautela no exterior perde força nesta terça-feira e a maioria dos mercados da Europa e da Ásia operam em alta, reagindo à demora do Irã em responder ao ataque de sexta-feira dos Estados Unidos, que matou o segundo nome na linha de comando do Irã, general Qasem Soleimani. Segundo traders, a espera dá a entender que, se houver retaliações por parte do país, elas não devem ser tão radicais quanto esperado inicialmente e podem acontecem no médio, e não no curto prazo. Assim, os principais índices europeus tinham leves altas, assim como os futuros das bolsas americanas. O contrato do ouro se afastava da máxima dos últimos sete anos após dois pregões intensos de procura por ativos considerados mais seguros, enquanto os preços do petróleo mantinham leve alta, longe da disparada dos últimos dias. Ontem, agências de notícia internacionais publicaram uma carta assinada pelo general da Marinha dos EUA, William Seeley, confirmando a saída das tropas americanas do Iraque, mas que foi logo desmentida pelo Pentágono.

 

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou ontem, ao sair de uma reunião com o MME e o presidente Jair Bolsonaro, que não se sentiu pressionado para realizar mudanças na política de preços da estatal, apesar da volatilidade dos preços do petróleo no exterior, que acompanha a crise no Oriente Médio entre EUA, Irã e Iraque. As autoridades garantiram que o tabelamento dos preços dos combustíveis não será utilizado. O ministro Bento Albuquerque, da pasta de energia, disse que o governo estuda há dois meses um instrumento de compensação diferente para os preços da commodity, mas que ainda não foi divulgado e deve permanecer sob análise por mais tempo. Com as declarações, feitas pouco antes do final do pregão, os papéis da Petrobras recuperaram a queda dos últimos dias e fecharam o dia com altas de 1,18% e 3,35%, para ações preferenciais e ordinárias, respectivamente.

 

A Azul divulgou ontem, após o fechamento do pregão, que a demanda por assentos em dezembro subiu 27,2% ante o mesmo mês de 2018, número maior do que o crescimento da capacidade de oferta, que foi de 26,5%. A taxa de ocupação no mês foi de 83,50%. As exportações de carne de porco, segundo a Associação dos Produtores de Proteína Animal, tiveram volume recorde em 2019: ao todo, foram vendidas 750,3 mil toneladas, volume 16,2% maior do que o registrado em 2018. A China foi o maior cliente do Brasil, importando, durante o ano, 248,8 mil toneladas, volume 61% maior do que o comprado em 2018. O BV, antigo Banco Votorantim, de acordo o Valor Econômico, espera movimentar R$5 bilhões em seu IPO. O banco tem 50,01% das suas ações em posse da família Ermírio de Moraes e 49,99% com o Banco do Brasil.

 

(Por: Ana Carolina Siedschlag e Vitor Azevedo || Foto: Agência Brasil)

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