TC Mover
Mover

Exterior se aquieta após assinatura de esperada Fase I; no radar, IBC-Br, PIB Chinês, balanços

Postado por: TC Mover em 16/01/2020 às 9:15

Os mercados ao redor do mundo começavam a quinta-feira em clima ameno após a assinatura da fase inicial do acordo entre Estados Unidos e China, na tarde de ontem. As bolsas europeias e asiáticas operavam em clima misto, com os índices na Alemanha, França e China no vermelho, enquanto Reino Unido, Japão e Hong Kong tinham altas moderadas. O iuan chinês subia 0,16% em relação ao dólar americano após o anúncio dos detalhes oficiais do acordo entre as duas maiores economias do mundo – agências de notícias vazaram nas semanas anteriores várias partes do negócio, incluindo o valor total de US$200 bilhões que a China deverá comprar em produtos americanos nos próximos dois anos. Assim, não houve muitas surpresas para o investidor, disseram traders à TC Mover. No pré-mercado dos EUA de hoje, os futuros dos índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq, que renovaram patamares recordes sem parar nos últimos dias, à espera da oficialização das conversas, subiam levemente. Por aqui, o dia deve continuar a desvalorização do real ante o dólar, com a aposta do investidor estrangeiro contra a moeda brasileira. Na bolsa, o dia pode ser mais ameno que a queda de 1,04% de ontem, mas isso a depender do resultado do IBC-Br, o termômetro do PIB, de novembro, divulgado às 09h00 pelo Banco Central.

 

O Ibovespa fechou o último pregão em queda de 1,04%, a maior desde 26 de novembro, a 116.414 pontos, mesmo com o otimismo no exterior após o acordo comercial. A reação foi principalmente em relação às vendas no varejo de novembro, mês da Black Friday, que frustraram o consenso e pesaram na percepção do mercado de que a economia do país não deve ter crescido tanto no final do ano quanto esperado inicialmente. Hoje, teremos a divulgação do IBC-Br, conhecido como um indicador que antecipa o PIB. A expectativa é de crescimento de 0,10% para novembro na base mensal, contra 0,17% na última medição. Em caso de contração surpresa do indicador, a bolsa brasileira pode ter mais um dia de frustrações. O investidor também deve ficar atento hoje à curva de juros, que ontem fechou em queda generalizada à medida que o mercado recalibra as apostas para a continuidade do atual ciclo de cortes da taxa básica de juros. As apostas para um novo corte de 0,25% na Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária, o Copom, em 4 e 5 de fevereiro, chegam a ultrapassar os 60%.

 

A Marfrig, que vem acumulando altas recentemente, anunciou ontem, segundo o Valor Econômico, que fechará um centro de distribuição em Santo André, em São Paulo, para concentrar a distribuição de produtos em Itupeva, cidade a 60 km da capital paulista. Já a Minerva desistiu de abrir capital no Chile através da sua subsidiária Athena Foods e realizará follow on de até R$1,4 bilhão na B3. A oferta será feita com esforços restritos e a maior parte dos recursos irá para o caixa da empresa, mas os controladores, da família Vilela de Queiroz, também venderão ações: serão 80 milhões de novas ações emitidas e 15 milhões das já existentes. A precificação da oferta acontecerá no dia 23 de janeiro e a operação será concluída em 3 de fevereiro. Segundo o Valor Econômico, a Vale suspendeu as operações da Mina Esperança, unidade em Brumadinho que produz cerca de um milhão de tonelada por ano, por conta de instabilidade na pilha de estéril e rejeitos. O jornal apurou que a mina está parada desde novembro passado e que assim deve continuar até o fim deste ano.

 

(Por Angelo Pavini, com colaboração de Ana Siesdchlag e Vitor Azevedo | Foto: Trump e Liu He – Xinhua News)

Mover Pro

Informação, análises e ideias de investimentos 24/7

Experimente 7 dias grátis