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Expectativa por juros, balanços no Brasil, EUA cresce em semana decisiva; Argentina, leilão de linha no radar

Postado por: TC Mover em 28/10/2019 às 10:24

O Federal Reserve deve cortar a taxa-alvo básica de juros pela terceira vez seguida nesta quarta-feira – mesmo dia em que o Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil decide o novo patamar da taxa Selic. Não há consenso quanto à eficácia dos cortes: nos Estados Unidos, as taxas já estão baixas; no Brasil, elas devem buscar novas mínimas. As bolsas europeias caem e os futuros dos índices americanos sobem, à espera da maior safra de balanços da temporada. A libra avança após a União Europeia aceitar extensão do prazo do Brexit para 31 de janeiro e dar duas janelas de saída antecipadas. Entre os destaques, a morte do líder do grupo terrorista ISIS dá um respiro para o presidente americano Donald Trump, o leilão de linha do BC, de US$1,5 bilhão, para a rolagem dos vencimentos de 4 de novembro, e a vitória da esquerda populista na Argentina – que não caiu bem no governo brasileiro.

 

O foco do mercado para essa semana está em grande parte sintonizado com os desdobramentos da guerra comercial entre os EUA e a China, após autoridades dos dois países declararem no final da semana passada que estão perto de concluir a base, ou fase I, de um acordo. Na Europa, o Parlamento britânico – que deve votar hoje se aprova um plano de eleição geral antecipada para 12 de dezembro. A decisão da UE de dar mais prazo para os britânicos se deveu a uma concessão da França, que entendeu que ceder agora poderia facilitar as coisas.  Os mercados devem reagir à vitória nas eleições presidenciais argentinas do peronista Alberto Fernández. Em meio à incerteza com Fernández, o Banco Central de Reserva da Argentina reforçará os controles cambiais a partir de hoje: os cidadãos só poderão comprar até US$200 por mês por pessoa. A não caiu bem no governo brasileiro.

 

A agenda econômica no Congresso não para: nesta semana, haverá um voto decisivo sobre o saneamento básico, que precisa de R$600 bilhões em investimentos para universalizar serviços. O governo precisará fazer uso da articulação para aproximar posições divergentes e destravar a aprovação do marco regulatório do setor. A visita de Bolsonaro à China, Japão e aos países árabes deverá ser seguida de perto, não só pelos acordos que possam ser anunciados, mas pela evidência de mais pragmatismo na condução da política externa. Daqui a pouco, teremos o relatório Focus do BC. Na semana, também fique de olho na decisão de política monetária do Banco do Japão e, no país, dos dados de desemprego. Nos EUA teremos nesta semana, além da decisão do Fed, a prévia do PIB, o núcleo de inflação e o relatório payroll de outubro.

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