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EUA volátil marca rumo do pregão local; semana que vem, foco em guerra comercial, Congresso

Postado por: TC Mover em 20/09/2019 às 18:17

A volatilidade do pregão em Nova Iorque nesta sexta-feira pode ser um prenúncio do que veremos na última semana de setembro: em meio às divergências latentes entre os membros do colegiado do Federal Reserve que decidem a política monetária nos Estados Unidos e à tensão quanto ao rumo das conversas comerciais entre os EUA e a China, o investidor deve ficar de olho no noticiário e nos dados de inflação e atividade em vários países para se posicionar em outubro. No Brasil, os destaques virão do IPCA-15, do relatório trimestral de inflação e dos dados de desemprego.

 

Nova Iorque ditou majoritariamente o rumo dos negócios na B3 na sessão desta sexta-feira: lá, as ações de tecnologia puxaram para baixo os índices referência americanos em meio a uma renovada preocupação com as perspectivas de negociações comerciais entre os EUA e a China. O mercado ficou estressado no meio da tarde com a notícia de que a delegação chinesa, que estava em Washington para preparar as reuniões de começo de outubro, tinha antecipado sua volta a Pequim. Assim, o índice S&P 500 fechou em queda de 0,49% e o Dow Jones caiu 0,59%. Os rendimentos dos Treasuries recuaram, enquanto o dólar americano avançou ante seus pares e as moedas de países emergentes.

 

Assim, o Ibovespa fechou em alta de 0,46% no pregão de hoje, a 104.817 pontos. Se houve algum elemento que predominou, além das flutuações em Nova Iorque, no sentimento na B3 é o otimismo com a evolução das conversas EUA-China, mas sem convicção na direção do mercado. Um dia após forte alta, o dólar futuro passou a cair e fechou a R$4,151, recuo de 0,47%. Durante a manhã, a moeda americana chegou a tocar R$4,186 na máxima do dia, mas desacelerou os ganhos após o Fed de Nova Iorque anunciar a continuação das compromissadas; depois, veio a notícia da delegação chinesa e disparou.

 

Entre as notícias locais, destaca-se a decisão do governo do presidente Jair Bolsonaro de descontingenciar R$12,5 bilhões do Orçamento federal, citando melhora da arrecadação e corte nos gastos com pessoal. No ano, estavam contingenciados cerca de R$34 bilhões. A liberação deve aliviar vários ministérios que tiveram que cortar vários serviços, como a liberação de bolsas de estudo. Outro anúncio positivo de hoje foi de que o governo terá um reforço no pagamento de dividendos pelas empresas estatais. A atenção do investidor se volta para a aprovação da Reforma da Previdência no plenário do Senado, esperada para terça-feira.

 

Na segunda-feira, serão divulgados dados preliminares de PMI de setembro na Alemanha, Zona do Euro e EUA pela manhã. Por aqui, o BC divulga saldo de conta corrente de agosto e dados de investimento estrangeiro. A FGV divulga dados de inflação, medidos pelo IPC-S, semanal e índice de confiança do consumidor de setembro. No sábado que vem teremos nosso TC Day, com a participação de Rogério Xavier, sócio fundador da SPX Capital, a maior gestora independente do país, Henrique Bredda, da Alaska Asset, e de João Luiz Braga, sócio e gestor de vários fundos de ações da XP Asset. Também participam, além do CEO do TC, Pedro Albuquerque, e do trader Rafael Ferri, nossos membros experientes Bruno Bittencourt, Sérgio Sanita, Sérgio Machado e gestores experientes como Aline Cardoso, da Trafalgar, e Alexandre Sabanai, da Perfin.

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