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EUA elevam o tom contra a China e estressam mercados; na quarta, foco em cessão onerosa, IPCA

Postado por: TC Mover em 08/10/2019 às 18:22

Aparentemente, o tom bélico domina e deve continuar dominando tudo que diz respeito à relação Estados Unidos-China. No final desta tarde, o governo norte-americano impôs restrições a vistos para oficiais chineses, dando como razão os abusos contra minorias muçulmanas em Xinjiang, em um movimento que estressou ainda mais os mercados. Por aqui, o investidor mantém um olho no cenário externo, o que inclui a reunião entre emissários chineses e americanos para negociações a partir de quinta, e outro no cenário interno, com atenção às movimentações em Brasília. Hoje, foi fechado o acordo a respeito da partilha dos excedentes da cessão onerosa.

 

No front externo, os mercados já começaram o dia tensos com a notícia de que a China advertiu que a decisão do governo americano de incluir oito companhias de tecnologia do país em uma lista negra por suposto uso de trabalho escravo deverá ser retaliada. O episódio é mais recente mostrando que a China também tem como pressionar empresas e países que se recusem a seguir sua linha oficial. Também teve peso no mau humor lá fora o Índice de Preços ao Produtor dos EUA, que mostrou deflação maior que a esperada, e foi a maior queda em oito meses.

 

Por aqui, segundo o jornal O Globo, foi fechado no final desta tarde o acordo com governadores a respeito da divisão dos recursos do leilão do excedente da cessão onerosa. O acerto prevê um critério misto de divisão do dinheiro, que contemple tanto os estados do Norte e Nordeste quanto os estados exportadores das demais regiões. O projeto de lei que regulamenta a divisão deve ser votado amanhã na Câmara e na terça que vem no Senado. Segundo o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho, o segundo turno da Reforma da Previdência ocorrerá dia 22.

 

O Ibovespa fechou em queda de 0,59%, a 99.981 pontos, com R$10,92 bilhões de volume negociado. O dólar futuro recuava 0,27% no final do pregão, negociado a R$4,102. A curva de juros recuava em bloco, com o vencimento para janeiro próximo a 4,990%. Na agenda de amanhã, teremos nos EUA a ata do comitê de política monetária americano, o FOMC, discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, divulgação de pedidos de hipotecas semanal, índice de empregos JOLTS de agosto e estoques de atacado também de agosto. Por aqui, o investidor fica atento à divulgação dos dados de inflação medida pelo IPCA de setembro.

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