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Escalada das tensões no Oriente Médio deve manter mercados voláteis; reuniões do Fed, Copom começam em terça de agenda fraca

Postado por: TC Mover em 16/09/2019 às 18:43

O investidor buscou refúgio em ativos seguros no pregão desta segunda-feira, refletindo os temores de que a parada na produção de petróleo da Arábia Saudita por conta do atentado terrorista de sábado no maior complexo petrolífero do país possa ter desdobramentos mais profundos e disruptivos. O aumento do risco geopolítico no Oriente Médio ganhou matizes mais dramáticas após o The Wall Street Journal noticiar, citando fontes à par do assunto, que a inteligência americana comunicou à Arábia Saudita que o Irã foi a origem do ataque. O temor entre os investidores é que haja retaliação por parte dos Estados Unidos ou Arábia Saudita.

 

O que o mercado está precificando no dia de hoje é um maior prêmio de risco geopolítico e a ocorrência de algum evento não imaginado, como um ataque ao Irã, disseram estrategistas de bancos incluindo Barclays e Goldman Sachs. As bolsas no maior centro financeiro do mundo recuaram, com o índice Dow Jones Industrial fechando em queda de 0,52% e o S&P500 cedendo 0,31%. Os rendimentos dos Treasuries americanos tiveram sua pior queda em mais de uma semana, enquanto o ouro e o iene – vistos como ativos que resguardam valor em tempos de incerteza – avançaram nesta segunda-feira.

 

O dólar futuro fechou em queda de 0,07%, a quarta em cinco pregões, a R$4,084. Alguns operadores disseram que a situação atual não deve impactar fortemente o câmbio ou forçar o Banco Central do Brasil a reverter curso e manter a taxa básica de juros Selic inalterada na quarta-feira. O avanço das ações da Petrobras neutralizou a forte pressão baixista dos bancos e da Vale, o que levou o índice a subir 0,17% a 103.680 pontos. A maior parte do volume, que atingiu R$16,2 bilhões, esteve centrada nos papéis PN da Petrobras – que hoje tiveram seu terceiro maior volume negociado na história. O papel fechou em alta de 4,39% a R$28,06.

 

Amanhã o dia, que até o momento mostra uma agenda bem fraca, será para focar em dois assuntos: o primeiro, logicamente, o imbróglio no Oriente Médio. O outro, o início das reuniões de política monetária dos bancos centrais americano e brasileiro – as decisões serão anunciadas na tarde de quarta. Em relação aos EUA, amanhã serão divulgados dados de produção industrial de agosto. Na Zona do Euro, teremos indicadores de confiança. Ao longo da semana, na política local, o evento central será a votação no plenário do Senado, em primeiro turno, do texto-base da Reforma da Previdência – que pode acontecer a partir de quarta ou quinta-feira.

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