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Entre temores e otimismo, Brasil faz o leilão de sobras do pré-sal; fique de olho nos balanços, acordo EUA-China

Postado por: TC News em 06/11/2019 às 10:06

O evento do dia é o leilão de sobras do pré-sal, com o qual o governo espera arrecadar pelo menos R$106 bilhões e tornar o Brasil no quinto maior produtor mundial de petróleo. A chamada Rodada de Licitações do Excedente da Cessão Onerosa será realizada a partir das 10h00, no Rio de Janeiro. Contudo, riscos legais podem assombrar: não tire o olho do seu terminal TC Mover. Os ativos de risco oscilam na manhã desta quarta-feira, refletindo dados econômicos e balanços corporativos fracos na Ásia, Europa e os Estados Unidos, e à espera de mais notícias sobre o acordo comercial EUA-China. A aversão ao risco ganha tração, com os juros dos Treasuries caindo e o ouro em alta. O Banco Central oferta até US$600 milhões em leilão de dólar à vista conjugado com swaps reversos, e a Anfavea divulga dados do mercado de automóveis em outubro.

 

Os futuros dos índices Dow Jones e S&P500 operam em queda, porém quase estáveis, seguindo as bolsas europeias, em meio a uma leve onda de realização gerada por balanços pouco empolgantes e dados econômicos levemente acima do consenso. A rodada de flexibilização monetária por parte de vários bancos centrais, incluindo o Federal Reserve, e as crescentes esperanças de um acordo EUA-China dão suporte à confiança nos mercados. “Vemos sinais de estabilização, o que é bom – acho que até por isso que estamos em uma pausa”, disse um gestor sediado em Londres. Ou seja, as expectativas de mais cortes de juros estão em queda – o que não devia ser tão ruim, no final das contas, disse.
 

Onde focar em relação à guerra comercial? Primeiro, há notícias de que as autoridades dos EUA procuram se equipamentos da chinesa Huawei, acusada de espionar a pedido do governo da China, foram instalados perto de bases militares americanas. Segundo, fique de olho se o presidente americano Donald Trump acenará ao suposto pedido da China para eliminar as sobretaxas sobre US$112 bilhões de bens do país asiático implementadas em setembro. Estrategistas do HSBC hoje recomendaram vender ativos de risco: para eles, não faz sentido que, com tanta incerteza, ações de baixa volatilidade e em setores menos expostos aos ciclos econômicos mostrem desempenho abaixo dos índices-referência.

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