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Em semana de BCE, ata do FOMC e IPCA, mercado entra mais otimista com a reforma

Postado por: TC Mover em 08/04/2019 às 8:45

O investidor precisa ficar de olho no exterior nesta semana, em meio às divulgações da ata da reunião de política monetária do Federal Reserve, a decisão de juros na Europa e o início da temporada de balanços nos Estados Unidos. O noticiário relacionado com a reforma da Previdência, cujo texto base começa a ser tramitado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, também mantém a atenção do mercado. Mesmo com os estragos da articulação política das últimas semanas, parece que o governo do presidente Jair Bolsonaro conseguiu ampliar o apoio na Câmara ao projeto.

 

Segundo uma sondagem informal do jornal O Estado de S. Paulo, 198 deputados votariam a favor do texto no plenário – quase vinte a mais do que duas semanas atrás. Rumores de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, deve anunciar um amplo programa de desburocratização e de apoio financeiro aos Estados no próximo mês, além do tom menos belicoso de Bolsonaro nas redes sociais e de seus planos para anunciar o décimo-terceiro salário para os beneficiários do Bolsa Família, devem ajudar a mitigar a forte queda na popularidade do governo nos primeiros cem dias. De fato, Bolsonaro deve comemorar a data na quinta-feira, com alguns anúncios. É o Brasil político entrando nos eixos? Esperamos que sim.

 

Enquanto isso, o pregão iniciou a semana no modo cautela, com as ações europeias e os futuros dos índices acionários nos Estados Unidos recuando, com poucas notícias encorajadoras em relação ao acordo comercial com a China. O petróleo Brent se aproximava mais cedo dos US$71 o barril, após milícias ligadas ao general Khalifa Haftar – mais um novo personagem a se monitorar na complexa geopolítica do petróleo – realizaram ontem seu primeiro bombardeio contra a capital da Líbia, Trípoli, apesar dos apelos das Nações Unidas para que os combates na região cessem. O risco de interrupção de oferta, portanto, cresceu. E os ecos do populismo radical continuam estremecer os ativos de mercados emergentes mundo afora: a lira turca recuou após o presidente Recep Tayyip Erdogan, cujo partido perdeu feio nas eleições municipais da semana passada, ter citado “irregularidades generalizadas” nos comícios. O ETF iShares MSCI Emerging Markets, conhecido como EEM, recuava 0,70% no pré-market com essa e outras preocupações – inclui o Brasil nessa lista.

 

Na agenda doméstica, tivemos números do índice de preços IGP-DI para março, com alta de 1,07%. Mais tarde os resultados semanais da pesquisa Focus podem fazer mais um ajuste nas projeções de inflação e crescimento econômico para o ano. Nos EUA também teremos pedidos da indústria e de bens duráveis. À tarde, balança comercial semanal brasileira. Entre outros eventos de destaque para a semana, teremos a divulgação da ata da última reunião de política monetária nos EUA, decisão de juros pelo Banco Central Europeu e inflação de março no Brasil, na quarta-feira, por parte do IBGE. Bolsonaro e Guedes começam a semana com reuniões em Brasília, algumas delas com o objetivo de articular uma promoção mais objetiva e uma defesa mais sólida da reforma da Previdência no Congresso

 

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

Os principais índices acionários ao redor do mundo operavam em leve queda nesta segunda-feira com cautela no início da semana que trará o prazo final para o Brexit, a decisão de juros do BCE, a divulgação da ata do Fed e os balanços nos EUA.

 

Bolsas: Na Ásia, o índice Xangai Composto teve leve recuo de 0,05%, após os fortes ganhos da última semana e à espera de uma série de eventos nos próximos dias, incluindo algum possível comunicado dos governos americano e chinês sobre das negociações comerciais entre os países – no sábado, a TV estatal da China repetiu os comentários dos representantes do país em Washington de que houve “progresso” nas conversas durante as reuniões da última semana. As bolsas no Japão e na Coreia do Sul operaram mistas, com queda de 0,21% e alta de 0,47%, respectivamente. O futuro das bolsas nos Estados Unidos recuava na expectativa pela possível pior temporada de balanços desde 2016. Na Europa, o prazo final para o Brexit, no dia 12 abril, mantém todos os maiores índices da região no vermelho, com destaque para a queda no segmento de transportes na Alemanha.


Principais notícias corporativas

 

CCR: Pagamento a delatores divide CCR (Valor)

 

Vale: Vale propôs três independentes, mas minoritários reivindicam uma vaga (Valor)

 

Engie Brasil: Após compra de participação na TAG, da Petrobras, Engie estreia no Brasil em gás e mira novos negócios (Valor)

 

Empresas de educação: MEC ainda não repassou recursos do Fies em 2019 (Valor)

 

Frigoríficos: Sudeste Asiático, a nova fronteira para a carne brasileira (Valor)

 

Petrobras I: A Petrobras informou que vendeu a participação de 90% na TAG para o grupo Engie por US$8,6 bilhões. A proposta avalia a rede de gasodutos em R$35,1 bilhões.

 

Petrobras II: Credit Suisse elevou a recomendação do ADR da Petrobras de neutra para compra, o preço-alvo de US$15 para US$21 por ritmo de recuperação, geração de caixa e altos preços do petróleo.

 

Petrobras III: Para BTG Pactual, a meta de desalavancagem da Petrobras para 2020 é mais factível após venda da TAG.

 

CSN: A CSN comunicou que iniciou oferta de recompra de títulos de dívida emitidos no exterior, com vencimentos em 2019 e 2020.

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

08h00 IGP-DI mensal (abril) – FGV

08h00 IPC-S mensal (abril) – FGV

08h25 Relatório Focus – Banco Central

15h30 Balança comercial semanal – MDIC

 

Indicadores internacionais

03h00 Alemanha – Balança comercial (fevereiro); consenso €18 bi

03h00 Alemanha – Exportações mensal (fevereiro); consenso -0,50%

03h00 Alemanha – Importações mensal (fevereiro); consenso 0,10%

05h30 UE – Confiança do investidor (abril) – Sentix; consenso -2,1

11h00 EUA – Encomendas à indústria mensal (fevereiro); consenso -0,50%

11h00 EUA – Encomendas de bens duráveis mensal (fevereiro)

 

DISCLAIMER: Este newsletter não tem o objetivo de promover a venda de títulos e valores mobiliários específicos, e sim, de informar correta e oportunamente a quem o recebe.

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