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Em dia de agenda cheia, maior tensão geopolítica e exterior em queda, espere mais volatilidade; ata do Copom, reforma, IPCA-15 são destaques locais

Postado por: TC Mover em 25/06/2019 às 8:26

O pregão desta terça-feira começou agitado nos mercados asiáticos e europeus, onde a aversão ao risco domina a cabeça dos investidores e os ativos de risco sentem a alta do ouro e da queda nas taxas de juros da dívida soberana dos países desenvolvidos. Com o avanço da desaceleração global, da incerteza sobre o rumo da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China e da tensão geopolítica no Oriente Médio, o exterior mostra uma dinâmica cada vez menos propícia para os ativos de risco: o petróleo recua, as bolsas caem e os futuros dos índices acionários americanos apontam para uma abertura em queda. 

 

Hoje é um dia de agenda cheia, onde o impacto das divulgações será função do noticiário quanto à reunião entre os presidentes dos EUA e a China neste fim de semana no Japão, no marco da cúpula do G-20, assim como da evolução da tramitação da Reforma da Previdência, no plano local. Manchetes da Reuters de hoje apontavam à pouca disposição do presidente Donald Trump a renegociar os termos do acordo comercial acertados com a China cinco meses atrás. Os chineses insistem que grupos de trabalhos dos dois países estão trabalhando na agenda para a reunião entre Trump e Xi Jinping – o que deixa o mercado menos desesperançado. 

 

O investidor sabe que a reunião não trará um resultado binário, pois, mesmo que os dois líderes concordem em retomar as negociações comerciais, haverá pontos do acordo que deverão ser removidos para dar esse primeiro passo. Mas a destreza diplomática de Trump tem se mostrado inexistente em impasses recentes. Por exemplo, o governo do Irã sugeriu hoje que a decisão de Trump de ontem de aumentar as sanções contra o país acabaram com a possibilidade de uma solução pelas vias diplomáticas. Qual o resultado? Repetimos: o investidor se vê forçado a redobrar a postura defensiva.

 

No Brasil, são três os temas que devem concentrar a atenção do investidor: na volta às discussões sobre a Reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, onde o relator Samuel Moreira deve hoje anunciar algumas mudanças no seu substitutivo – falta ver se elas aproximam o projeto ao que o Ministro da Economia, Paulo Guedes, apresentou em fevereiro. Se espera que a comissão agilize os processos de debate, abrindo assim o caminho para votar o parecer até quinta-feira, ou antes. As palavras da líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann, de que a reforma gerará uma economia fiscal de R$1,1 trilhão em dez anos foi bem recebida ontem pelos investidores. Nesse pano de fundo, Guedes deve se reunir com mais governadores para obter seu apoio para a passagem da reforma. 

 

Já os outros dois assuntos relevantes incluem a divulgação da ata da reunião da semana passada do comitê de política monetária do Banco Central e a prévia da inflação de junho, o IPCA-15, que deve desacelerar frente à leitura de maio. No plano corporativo, a São Martinho explica o resultado no trimestre anterior e a Caixa Econômica precifica a oferta secundária de papéis ON da Petrobras, depois do fechamento de mercado – o banco estatal pode arrecadar perto de R$7 bilhões com a alienação da participação. Também teremos discursos de representantes do Federal Reserve a partir das 09h45.

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

As bolsas europeias e os futuros dos índices americanos operavam em queda na manhã desta terça-feira, refletindo as crescentes tensões diplomáticas, comerciais e geopolíticas entre os Estados Unidos e seus parceiros e rivais na antessala da reunião do G-20. Segundo matéria da Bloomberg News, que cita fontes com conhecimento do assunto, o presidente americano Donald Trump quer acabar com um acordo de defesa de longa data com o Japão, por achá-lo injusto para os EUA. 

 

O porta-voz do ministro de Relações Exteriores do Irã disse hoje que as sanções americanas impostas ao líder religioso do país, a oito comandantes militares e seus gabinetes, negando acesso à recursos financeiros, “fecharam permanentemente o caminho diplomático” para a solução das diferenças entre as duas nações. Com o clima de aversão ao risco em alta, o ouro tocou seu maior patamar em seis anos, o iene disparou para seu maior nível ante o dólar em seis meses e os juros dos países desenvolvidos tendiam a tocar as mínimas do ano, ou da história, no caso da Alemanha.

 

 Bolsas: Os futuros dos índices Dow Jones Industrials e S&P500 caíam 0,13% e 0,18%, respectivamente, puxados pela terceira queda seguida do índice pan-europeu Stoxx600, com investidores reduzindo seu apetite por risco. A sugestão de que estímulos monetários estão a caminho perderam seu poder de impactar positivamente o mercado, disse um gestor sediado em Londres. O índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio fechou em queda de 0,58%, enquanto o Xangai Composto recuou 0,87%. O índice VIX avançava 1,11%, indicando um pregão com maior volatilidade nos preços e maior aversão ao risco.

 

Principais notícias corporativas

 

 São Martinho I: A São Martinho divulgou balanço da safra 2018/2019 e registrou lucro líquido de R$86 milhões, uma queda de 44% em comparação com o quarto trimestre de 2018.

 

 São Martinho II: A São Martinho determinou guidance para a safra 2019/2020, com aumento estimado de 8% no volume de moagem de cana em relação à safra anterior.

 

 Multiplan: A Multiplan deliberou distribuição de juros sobre capital próprio a R$110 milhões, com pagamento até 31 de maio de 2020.

 

 BR Properties: A BR Properties alienou a totalidade de imóvel comercial a um fundo de investimento imobiliário por R$405 milhões

 

 JHSF: A JHSF concluiu transação com um fundo de investimento imobiliário no valor de R$113,6 milhões. Com isso, passou a deter 49,99% do Catarina Fashion Outlet.

 

 Banco Inter: O Banco Inter informa que o controlador Rubens Menin vendeu 2,34 milhões de ações preferenciais; detém 2 milhões de ações, após alienação.

 

 Notredame Intermédica: Notredame Intermédica informa que foi exercido lote suplementar de 7,5 milhões de ações no âmbito da oferta recente. 

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

08h00 Ata do Copom – Banco Central

08h00 Índice de confiança do consumidor mensal (junho) – FGV

09h00 IPCA-15 mensal (junho) – IBGE

09h00 IPCA-15 anual (junho) – IBGE

 

Indicadores internacionais

10h00 EUA – Preços de imóveis mensal (abril) – S&P/CS

10h00 EUA – Preços de imóveis anual (abril) – S&P/CS

11h00 EUA – Confiança do consumidor mensal (junho) – CB

11h00 EUA – Venda de casas novas mensal (maio)

17h30 EUA – Estoques de petróleo bruto – API

 

DISCLAIMER: Este newsletter não tem o objetivo de promover a venda de títulos e valores mobiliários específicos, e sim, de informar correta e oportunamente a quem o recebe.

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