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Economia fraca reforça tese de juro menor nos EUA e bolsa passa a subir; dólar cai 

Postado por: TC Mover em 23/05/2019 às 13:15

Os mercados de renda variável, câmbio e juros futuros aliviaram perdas perto do meio-dia desta quinta-feira, refletindo dados de emprego, manufatura e moradias mais fracos do que o esperado nos Estados Unidos, que validam as apostas de que o banco central desse país se verá forçado a reduzir as taxas de juros em algum momento – movimento que poderia gerar mais apetite por ativos de risco.

 

Os dados dos EUA também reforçaram a visão de que o governo americano vai ter que agir para mitigar o impacto que a guerra comercial com a China possa ter na economia. Um porta-voz do Ministério de Comércio chinês disse hoje que as negociações entre os dois países não vão continuar caso os EUA não reflitam sobre seus “maus atos”, sem detalhá-los. Essa notícia mantém a pressão sobre as bolsas americanas, que caíam, na média, mais de 1,3% perto das 12h55.

 

No front doméstico, o investidor reagiu bem aos avanços na tramitação da pauta econômica no Congresso, incluindo a conclusão da votação da Reforma Administrativa na Câmara e seu envio ao Senado hoje. Sem declarações explosivas do presidente Jair Bolsonaro e com as amostras de compromisso com a pauta econômica por parte do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a bolsa negocia ao redor do maior patamar em duas semanas.

 

BOLSA: O Ibovespa avançava 0,12% a 94.520 pontos por volta de 13h, depois ter chegado a cair mais de 1% uma hora após a abertura. Vale, Banco do Brasil, Ambev e Kroton lideram na ponta positiva, em parte pela alta do minério, no caso da mineradora, e, nos outros casos, porque a quedas nos preços desses papéis têm sido exagerados na visão de alguns gestores. Já Petrobras, siderúrgicas e bancos exercem pressão de queda na bolsa, que projeta volume negociado de quase R$11 bilhões para hoje – abaixo das médias dos últimos meses. Natura despenca e lidera as quedas, em pontos percentuais, após confirmar a compra da Avon e sua ação ter sido rebaixada por analistas do Bradesco BBI. O índice deve oscilar ao longo do dia, por conta da instabilidade no exterior, disse um trader.

 

 

CÂMBIO E JUROS: O dólar futuro na B3 consolidou-se em território de baixa após os dados abaixo do consenso nos EUA, que levaram a uma fraqueza da divisa americana ante seus pares. Dessa forma, a curva de juros futuros também passou a enxugar prêmio de risco e se firmava em território negativo – com o investidor demandando menos retorno por deter ativos locais. O avanço da agenda econômica no Congresso dá um gás ao ambiente local.

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