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Draghi traz cautela de volta após avalizar estímulo fiscal; IBC-Br é destaque antes de reunião do Copom

Postado por: TC Mover em 12/09/2019 às 18:25

Na primeira das decisões de política monetária mais relevantes do mês, o Banco Central Europeu atendeu o clamor do mercado por uma taxa básica de juro menor e reavivou o programa de estímulo monetário para tirar a economia da Zona do Euro de uma forte desaceleração. Os anúncios agradaram aos investidores, que, no entanto, retomaram o viés de cautela de dias anteriores após Draghi sinalizar que o pacote praticamente esgotou as ferramentas ao seu alcance para ressuscitar a economia da região. A fala do presidente do BCE sugerindo a adoção de estímulos fiscais por parte de vários dos países do bloco indicou que a margem de manobra da instituição é limitada.

 

O mercado ainda digeria o resultado da reunião do BCE quando a Bloomberg News noticiou, citando fontes à par do assunto, que autoridades do governo dos Estados Unidos cogitavam um plano de oferecer um acordo comercial restrito à China, que postergaria algumas das sobretaxas às importações do país asiático em troca de mais proteção à propriedade intelectual americana e compras de produtos agrícolas. A matéria foi vista como mais uma troca amável de gestos entre os dois países, até a cadeia CNBC desmentir a informação.

 

Com o ambiente favorável ao risco, os ativos brasileiros tiveram um desempenho bom nesta quinta-feira, e que pode se estender na sexta. O Ibovespa mostrou alta firme, de 0,89% a 104.370 pontos, fechamento mais alto desde 18 de julho. O dólar futuro recuou pelo terceiro dia, e caiu 0,25%, a R$4,063, refletindo o melhor ambiente no exterior e um alívio nas necessidades de liquidez. O DI para janeiro próximo continuou tocando baixas históricas: hoje fechou a 5,260%, recuo de 3,5 pontos-base. Com o mercado esperando mais um corte na taxa Selic, parte do tombo no DI pode estar embutindo a visão de que o Brasil devia estar com juro real zero para reacender a atividade.

 

Amanhã, é importante para o investidor prestar atenção à divulgação do índice de atividade econômica do Banco Central, o IBC-Br, de mês de julho, às 09h00, que deve mostrar se a desaceleração vista ao longo do segundo trimestre e, que parecia se alastrar para o terceiro, tocou fundo. No exterior, a União Europeia informa a balança comercial mensal de julho. Os EUA comunicam dados de vendas do varejo mensal de agosto – um indicador que pode dar mais pistas sobre as condições da economia americana – e os índices de confiança do consumidor da Universidade de Michigan.

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