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Disparada do petróleo força migração para ativos seguros; fique de olho no Twitter de Trump, Congresso e Petrobras

Postado por: TC News em 16/09/2019 às 9:09

O petróleo chegou a registrar sua maior alta histórica na véspera, levando a uma forte debandada nos ativos de risco na manhã desta segunda-feira, após a suspensão parcial da produção de petróleo saudita aumentar a percepção de risco geopolítico e os temores de que a atual desaceleração global se transforme mais rapidamente em recessão. O contrato futuro do petróleo Brent, para entrega em novembro, chegou a disparar 19% domingo antes de amenizar os ganhos, turbinando as moedas de países ligados a commodities minerais e de energia e deprimindo a maioria dos índices acionários na Europa e na Ásia. Os futuros dos índices das bolsas em Nova Iorque apontam para abertura em queda. Piorando o panorama, os dados de produção industrial, vendas no varejo, desemprego e investimento em ativos fixos na China frustraram o consenso.

Para especialistas, no curto-prazo os preços do petróleo devem apresentar forte tendência de alta – que, para alguns, pode ser se até $10 por barril. Por conta do histórico de rivalidade e hostilidades entre sauditas e iranianos o investidor precisa ficar de olho, primeiro, no que for divulgado como culpado pelo incidente. Os Estados Unidos, no sábado, acusaram o Irã de participar ativamente ou ser o fiador do ataque. O segundo fator a estar atento, disseram analistas, é a distinção do impacto sobre a oferta até a produção na Arábia Saudita ser reestabelecida e haver um novo equilíbrio de preço. O quadro técnico do preço do petróleo, que já estava deteriorado pela queda da demanda global, pode gerar fortes perdas em alguns fundos, alertam gestores e economistas. “O ataque é um lembrete de quão limitada é a capacidade disponível global e dos riscos de maior tensão geopolítica no Oriente Médio”, disseram analistas do Credit Suisse, que compararam a disputa entre Houthis e sauditas com uma proxy da rivalidade Arábia Saudita-Irã.

Os rendimentos dos Treasuries americanos despencam na manhã de hoje. Os fundos de índices das bolsas emergentes recuam, enquanto as commodities metálicas ligadas à atividade industrial – como o cobre – caem. As commodities relacionadas à procura por valor ou proteção, como ouro e prata, saltaram. O índice VIX, que mede a volatilidade, mostra alta de mais de 10%. O dólar americano opera estável. Falta ver como o investidor reage à situação atual e ajusta suas apostas em relação a novas rodadas de estímulos por parte do Federal Reserve, o Banco do Japão, o Banco da Inglaterra e o Banco Central do Brasil. Hoje, Bolsonaro continua incapacitado por conta de recente cirurgia. É bom lembrar ao investidor que, além das decisões de juros da quarta, é provável que, na sexta-feira, o governo divulgue a decisão de descontingenciar entre R$11 bilhões e R$15 bilhões do Orçamento Federal. Fique de olho no noticiário em relação à Semana do Brasil e da liberação das contas do FGTS.

 

A Petrobras informou que a plataforma P-68 saiu hoje do Estaleiro Jurong Aracruz rumo aos campos de Berbigão e Sururu, no pré-sal da Bacia de Santos. O início da produção desses campos está previsto para o quarto trimestre.  Adicionalmente, a estatal disse em fato relevante desta segunda-feira que não há definição sobre uma possível reunião de todos os gasodutos marítimos do pré-sal numa única empresa, como foi noticiado pelo jornal Valor Econômico na semana passada. Segundo o jornal espanhol El Confidencial, que citou fontes próximas à operação, a Telefônica Brasil analisa a potencial compra parcial da Oi, que, segundo o veículo, está avaliada em US$6,7 bilhões.

A Helbor informou a contratação do Bradesco BBI, BTG Pactual e Itaú para avaliar a possibilidade de uma oferta pública primária subsequente de ações ordinárias. A Cosan comunicou o distrato do acordo de acionistas entre a companhia e a Rezende Barbosa S.A., de 2009. A Sendas protocolou pedido de oferta pública de aquisição de até a totalidade das ações da Éxito na Colômbia, por 18 mil pesos colombianos por ação.  A Rumo informou a interrupção da divulgação de guidance, no contexto de oferta pública de distribuição de debêntures. A Positivo informou que considera realizar oferta pública de distribuição primária.

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