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DIs podem reagir a IBC-Br, com dados fracos da China e ruído comercial pesando; balanços e política no radar

Postado por: TC News em 14/11/2019 às 9:48

O pregão desta quinta-feira, véspera de feriado no Brasil, começou efetivamente na noite de quarta, perto da meia-noite, após a divulgação de dados de atividade econômica da China que frustraram as projeções. A produção industrial chinesa e as vendas no varejo decepcionaram, mas o que mais preocupou o investidor foi o desempenho da formação bruta de capital fixo, que nos dez primeiros meses teve sua pior leitura em 21 anos. Caos. Os dados pesam no sentimento, e as bolsas caem, os ativos de risco mancam e o ouro avança. Some a isso as manchetes que apontam para uma piora no ambiente para assinar um acordo comercial limitado entre o país asiático e os Estados Unidos e o dia está com cara de realização.

 

No Brasil, o foco principal recai sobre a divulgação do índice de atividade econômica do Banco Central, o IBC-Br, que pode mostrar algum alívio em setembro e no terceiro trimestre – forçando algum ajuste nos contratos de juros futuros. Nos EUA, foco em dados de seguro-desemprego, inflação ao produtor e o segundo dia de sabatina do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no Congresso. Os principais motores da economia chinesa – produção industrial, vendas no varejo, a acumulação de capital fixo e exportações – mostram sinais de cansaço na esteira de 18 meses de guerra comercial. Segundo o governo, a produção industrial subiu 4,7% na base anual, abaixo do consenso de 5,4%; as vendas no varejo cresceram 7,2%, ante projeção de 7,9%; e o investimento em ativos fixos avançou 5,2% nos primeiros dez meses –pior leitura para o indicador desde 1998.

 

A JBS divulgou hoje seu balanço do terceiro trimestre, que mostrou lucro líquido de R$356,7 milhões, menor do que os R$990 milhões esperados, mas revertendo o prejuízo na base anual. A receita e o EBITDA bateram o consenso e a empresa destacou em relatório a redução de US$2,7 bilhões da sua dívida bruta. A Via Varejo divulgou, ontem à noite, prejuízo líquido de R$383 milhões, frustrando as expectativas. A receita líquida da empresa, entretanto, veio em linha com o consenso. Segundo o CEO do TC, Pedro Albuquerque, o prejuízo era previsível: “era um trimestre para arrumar a casa”. A companhia fechou em queda de 0,99% no último pregão, após divulgar, em fato relevante, uma denúncia de possível irregularidade contábil na empresa.

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