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DIs devem reagir à inflação em alta; no radar, Trump, Queiroz e coletivas de Guedes, Bolsonaro

Postado por: TC Mover em 18/12/2019 às 9:10

Com o otimismo do investidor e as perspectivas da retomada da economia puxando o Ibovespa cada vez mais perto de mais um topo histórico, os dados de inflação devem levar economistas e analistas a rever suas expectativas de corte da taxa básica de juros ao longo do primeiro trimestre. Dados do índice de preções ao consumidor na cidade de São Paulo, fornecidos pelo Fipe, e da segunda prévia do IGP-M de dezembro confirmaram a tendência altista no custo de vida – o que deve deixar mais difícil para o Banco central cortar a taxa Selic e provavelmente levar o investidor a ajustar para cima as cotações dos contratos de juros futuros. Essa nova ordem pode aliviar o câmbio ainda mais, disseram membros experientes do TC. No exterior, os ativos de risco operam mistos, à espera da votação do pedido de impeachment do presidente americano Donald Trump na Câmara de Representantes e de detalhes sobre o acordo comercial Estados Unidos-China.

 

Nossos editores Angelo Pavini e Ana Carolina Siedschlag recomendam ficar de olho na repercussão à aprovação do Orçamento da União para 2020, baseado em um déficit primário de R$124 bilhões que ser menor caso o programa de privatizações e a aprovação das reformas vingarem no ano que vem. Preste atenção no desempenho das ações de bancos e blue chips, que devem sentir o peso do vencimento de opções sobre o índice Bovespa. Já o fluxo cambial pode ter algum efeito no dólar, que também pode se mexer com os leilões do BC de swap e dólar à vista. Na Europa, os índices de clima de negócios na Alemanha e a inflação ao consumidor na Zona do Euro e no Reino Unido, que vieram em geral em linha ou melhor que o consenso, tentar mitigar o temor de uma piora nas perspectivas para uma saída forçada do Reino Unido da União Europeia.

 

Com a precificação, ontem, das ofertas subsequentes de ações da Marfrig e da Unidas, que juntas levantaram cerca de R$5 bilhões, o volume das emissões de ações na B3 ficou cerca dos R$90 bilhões para 2019 – novo recorde. Para o ano que vem, há grandes expectativas para esse mercado – e muitos desafios. O Valor Econômico noticia hoje resistência no Senado para privatizar a Eletrobras, que busca fazer oferta subsequente. Neste ano, tivemos 41 ofertas de ações, das quais cinco foram ofertas iniciais: Centauro, Neoenergia, Vivara, C&A e Banco BMG. Hoje a Restoque precifica oferta subsequente. Segundo matéria do Valor Econômico, o projeto de privatização da Eletrobras do governo perdeu força e tem chances mínimas de ser aprovado no Congresso. Enviado há mais de um mês, não deve nem ser tramitado antes do recesso de fim de ano.

 

(Foto: Trump – Reuters)

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