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Declarações de Maia resgatam otimismo com Previdência e bolsa fecha em alta; reunião EUA-China no radar

Postado por: TC Mover em 27/06/2019 às 18:26

A bolsa passou boa parte do pregão desta quinta-feira no vermelho, em parte por um menor otimismo quanto ao encaminhamento da Reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, depois que foi adiada para terça-feira a leitura do voto complementar, na esteira da dificuldade de incluir Estados e municípios na proposta. Mas, como é um momento em que o humor muda a cada nova declaração, o Ibovespa virou no meio da tarde, impulsionado por uma fala do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que disse haver muitas pendências na PEC da reforma, mas que o texto está bem encaminhado para votação na semana que vem e para ir ao plenário até o recesso. Ele também reiterou que não haverá desidratação do projeto.

 

Ajudou, também, o ministro da Economia, Paulo Guedes, dizer que o governo e os líderes no Congresso estão engajados em uma “construção coletiva” da Reforma da Previdência. Guedes ainda falou que estima que mudanças nos depósitos compulsórios dos bancos, anunciadas ontem pelo Banco Central, devem liberar R$100 bilhões para crédito. No exterior, por um lado, ajudou a melhorar o humor os indicadores de PIB e de pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos em linha com o consenso, afastando maiores temores de desaceleração na maior economia do mundo, o que fez com que as bolsas em Nova Iorque avançassem.

 

Esse avanço, contudo, não foi maior porque o mercado vive a expectativa da reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping na cúpula do G-20 neste final de semana, quando devem conversar a respeito de um possível acordo para pôr fim às disputas comerciais que já penalizam a economia global. As notícias a respeito do tema estão desencontradas, ora demonstrando algum passo à frente, ora algum passo atrás. Alguns veículos sugerem que a China pretende apresentar condições para retomar as negociações. Ao mesmo tempo, há ceticismo sobre a possibilidade de Trump acenar positivamente aos pedidos de Xi, que se resumiriam à remoção das sobretaxas às importações chinesas e das restrições às operações das empresas de tecnologia do país asiático nos EUA.

 

Nesse contexto, após um fim de pregão volátil, o Ibovespa fechou próximo da estabilidade, em alta de 0,04%, a 100.723 pontos, puxado por GPA PN e B3 ON. O dólar futuro negociado na B3 recuou 0,61%, cotado a R$3,819. Os juros fecharam com queda em bloco. O DI com vencimento para janeiro próximo encerrou em queda de 1 ponto-base, a 6,015%. No início da noite, o Conselho Monetário Nacional (CMN), ligado ao Ministério da Economia, fixou a meta de inflação em 3,5%, para 2022, o que pode movimentar os juros nessa sexta-feira. Amanhã, não há eventos programados em relação à Reforma da Previdência. No entanto, o investidor deve estar atento a toda e qualquer fala dos envolvidos a respeito do tema. Pode haver, por exemplo, novidades quanto à inclusão dos Estados e municípios no projeto. Em relação aos indicadores econômicos, teremos dados de PIB no Reino Unido e de inflação ao consumidor na União Europeia, além de gastos pessoais e renda nos EUA. Por aqui, o Banco Central irá divulgar a relação entre PIB e dívida referente a maio e o superávit orçamentário.

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