TC Mover
Mover

À espera de pesquisa Datafolha, dia deve ser de leve cautela no mercado

Postado por: TC Mover em 14/09/2018 às 8:13

Amanhã farão dez anos que o governo dos Estados Unidos deixou o banco Lehman Brothers colapsar, eclodindo a maior crise financeira global desde 1929. Era uma segunda-feira, 15 de setembro de 2008; horas antes, o Bank of America tinha adquirido controle do Merrill Lynch, que também estava na beira da bancarrota por conta de apostas erradas com títulos hipotecários de duvidosa qualidade. A quebra de montadoras, mais bancos e companhias do setor real levou uma longa e doída recessão. Na época, o Brasil comandado pelo PT de Luiz Inácio Lula da Silva tratou a crise como algo passageiro que só fortaleceria a economia nacional em meio a um declínio secular da dos Estados Unidos. De lá para cá, o Brasil passou do céu ao inferno, de ser a bola da vez a se tornar exemplo de governança fraca, de incompetência na gestão e de práticas políticas tóxicas. Enquanto isso, os EUA se reinventaram de forma não tão audaz e agora surfam na maior expansão econômica em décadas. Estamos a um mês de eleger um novo presidente e flertamos com o abismo, não demonstramos vontade de resolver nossos problemas e, pior, dá a impressão que só queremos aprofundá-los. Não aprendemos com a experiência americana que desenvolvimento e mercado livre não são antônimos.

 

É graças à incerteza gerada pela eleição que o pregão desta sexta-feira deve ser tenso, do início ao fim. O investidor espera os dados das pesquisas eleitorais XP/Ipespe em poucos minutos e do Instituto Datafolha perto das 19h00. As duas devem incorporar o impacto na opinião pública da nova cirurgia a que o candidato Jair Bolsonaro foi submetido e ao lançamento de Fernando Haddad como candidato do PT. O ex-prefeito terá hoje no Jornal Nacional a chance de expor seus programas e rebater a noção de que será ele, e não seu mentor político Luiz Inácio Lula da Silva, quem comandará o país em caso de vitória. Preocupações sobre o crescimento de Haddad nas pesquisas, rumores de rachas nas campanhas da direita e da centro-direita e rumores que a Operação Lava Jato está chegando perto do candidato predileto do mercado, Geraldo Alckmin, levaram o dólar ontem ao seu pior fechamento desde a criação do Plano Real, em 1994.

 

Assim, a pesquisa XP/Ipespe deve ditar o ritmo de abertura dos negócios na bolsa e nos mercados do câmbio de juros futuros, enquanto a expectativa em relação à sondagem Datafolha deve marcar o desempenho do pregão à tarde. O investidor precisa ficar de olho na evolução da saúde de Bolsonaro, que continua no hospital se recuperando de atentado contra sua vida semana passada. Também fique alerta às divulgações de números do varejo, produção industrial e confiança de Michigan nos EUA, de IGP-10 e serviços no Brasil e. No lado corporativo, a repercussão da aprovação da fusão Fibria-Suzano pelos acionistas das duas gigantes de celulose é a bola da vez.

 

Quer ser um investidor bem informado? Cadastre-se no TradersClub e siga nosso canal de notícias e comentários exclusivos.

 

Mercado em um minuto, segundo Contribuidores TradersClub

 

— Câmbio: deve focar no noticiário eleitoral, com bateria de pesquisas e entrevistas de candidatos saindo ao longo do dia; a queda do dólar americano e o melhor humor de mercado no exterior podem amenizar qualquer turbulência derivada do quadro político local.

 

— Juros: devem operar em linha com o dólar, de olho nos dados do varejo dos EUA, IGP-10 aqui e na expectativa com o cenário político.

 

— Bolsa: pode oscilar, com bom humor externo, expectativa para a pesquisa Datafolha e repercussão da fusão Suzano-Fibria aprovada por acionistas.

 

— Ações: Fibria e Suzano, com aval dos acionistas à fusão; BTG Pactual, que deve manter participação de 50% na PetroAfrica e ser sócio da Vitol, diz Valor; Gafisa, com briga entre controladora GWI e conselho; Petrobras, com Haddad dizendo que não irá usar a política de preços para combater inflação; Oi, que teve o aumento de capital de R$4 bilhões aprovado pela Anatel; Equatorial, que aprovou a emissão de debêntures e notas promissórias; Eletrobras, que pode conseguir aval para venda de distribuidora Ceal após as eleições; Cemig, com notícias sobre o rumo da eleição em Minas Gerais.

 

Destaques das recomendações: O BTG Pactual vê a compra da Fibria ($FIBR3) pela Suzano ($SUZB3) sendo aprovada sem maiores restrições, permitindo a obtenção de bilhões de reais em sinergias. Equipe recomenda compra da Suzano ON como forma de hedge e caso de investimento atrativo.

 

Principais notícias para começar o dia bem informado

 

Trading News

— Reunião EUA-China ajuda mercados a fecharem semana no positivo

— Dólar fecha na máxima histórica do plano real, com temores por eleição aumentando

— Tivit deve esperar resultado da eleição para retomar planos de IPO, diz Reuters

— Dólar retoma escalada e bolsa cai às vésperas de mais uma pesquisa

 

Valor Econômico

— Pós-crise aumentou solidez e concentração dos bancos

— Regulação falha e bônus elevados fizeram estragos

— Dólar a R$ 4,2 bate recorde desde o real

— Temer está longe do povo, diz Alckmin

 

O Estado de S.Paulo

— Segunda cirurgia de Bolsonaro fragiliza campanha do candidato à Presidência

— Em campanha, candidato do PT ao governo do Paraná é alvo de bomba

— Furacão Florence prestes a tocar terra na costa leste dos EUA

— Etanol amplia vantagem sobre a gasolina em setembro

 

Folha de S. Paulo

— Ausência de Bolsonaro acentua disputas internas na campanha

— Com café e bolo, candidatos tentam se humanizar na TV

— Despesa do Judiciário com salários sobe na crise

— FHC foi o melhor ministro da Fazenda, diz ex-assessor do PT

 

Globo/G1

— Prefeitura do Rio deixa de repassar R$ 19 milhões para 46 clínicas conveniadas

— Vice de Bolsonaro defende nova Constituição, sem passar ‘por eleitos pelo povo’

— Prisão de general que atacou fim de privilégio reacende tensões no Uruguai

— ‘Não uso púlpito como palanque’, diz Marina sobre perda de apoio entre evangélicos

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais:

— 08h00: IGP-10 primeiro decêndio – FGV

— 09h00: Pesquisa Mensal de Serviços de julho  – IBGE


Indicadores internacionais:

— 06h00: Balança comercial da Zona do Euro em julho; consenso €18 bi

— 09h30: Vendas no varejo dos EUA em agosto; consenso 0,4%

— 09h30: Núcleo das vendas no varejo dos EUA; consenso 0,5%

— 10h15: Utilização da capacidade instalada dos EUA em agosto; consenso 78,3%

— 10h15: Produção industrial dos EUA em agosto; consenso 0,3%

— 11h00: Índice Michigan de percepção do consumidor dos EUA em setembro; consenso 96,7

— 14h00: Contagem de sondas dos EUA – Baker Hughes

 

Eventos:
— N.D: Previsão de divulgação de pesquisa Datafolha para a Presidência
— N.D: Previsão de divulgação de pesquisa XP/Ipespe para a Presidência
—  N.D: Reunião de ministros do G20 na Argentina
— 07h00: Presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney, faz discurso

— 09h30: Ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, participa do Fórum Brazil Journal

— 11h30: Guardia tem reunião com Ivan Monteiro, presidente da Petrobras

— 14h00: Guardia tem audiência com Jose Olympio, presidente do Credit Suisse

 

DISCLAIMER: Este newsletter não tem o objetivo de promover a venda de títulos e valores mobiliários específicos, e sim, de informar correta e oportunamente a quem o recebe.

Mover Pro

Informação, análises e ideias de investimentos 24/7

Experimente 7 dias grátis