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Dados mistos de emprego nos EUA elevam incertezas e bolsas caem

Postado por: TC Mover em 08/03/2019 às 12:20

A pior geração de vagas de emprego em 17 meses nos Estados Unidos fortalece as preocupações em torno da saúde da economia global e derruba os mercados globais, já pressionados por dados fracos da balança comercial chinesa, sem vislumbrar pistas concretas de um desfecho das negociações comerciais entre Washington e Pequim.

 

Por volta de 11h00, o índice Bovespa operava em baixa de 0,67% a 93.703 pontos, patamar mais baixo desde meados de janeiro, pressionado por ações de blue chips produtoras de commodities, como Suzano e Vale. No mercado de câmbio, o dólar futuro oscilava, perto da estabilidade, cotado a R$3,875, sentindo ajustes após atingir R$3,909 na máxima do dia.

 

Os EUA criaram apenas 20 mil vagas de trabalho em fevereiro, ante o consenso de 181 mil vagas. Em contrapartida, os ganhos por hora trabalhada apresentaram variação de 0,4%, acima das projeções. O economista-chefe do UBS, Paul Donovan, já ponderava sobre a chance de menor expansão de postos de trabalho diante dos sinais de falta de oferta de mão de obra – se não há trabalhadores a serem contratados, a criação de vagas não cresce. A taxa de desemprego nos EUA caiu de 4,0% para 3,8% no mês, ante a expectativa de 3,9%.

 

Diante dos números mistos, investidores começam a ponderar se o Federal Reserve pode seguir os passos do Banco Central Europeu e acenar para maior cautela na política monetária diante da desaceleração da economia global. Na véspera, o BCE adiou o início da subida do juro da zona do euro para 2020 e anunciou antecipadamente uma nova rodada do programa de crédito bancário a bancos comerciais europeus, o chamado TLTRO.

 

Para completar o panorama ruim, a China teve queda de 20,7% nas exportações de fevereiro, reflexo da guerra comercial encabeçada com os EUA e que ainda não dá sinais concretos de estar próxima a um acordo definitivo. Com isso, as ações de mercados emergentes sofrem com o aumento da cautela por parte dos investidores.

 

Em Nova Iorque, os índices futuros Dow Jones e S&P500 recuavam, e os rendimentos dos títulos do Tesouro americano apontavam para baixo em reflexo da maior aversão ao risco dos investidores. Na Europa, o índice Stoxx600 acelerava as perdas para 1%.

 

(Foto: Wall Street/Pixabay)

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