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Dados fracos nos EUA derrubam mercado, que espera por Previdência 

Postado por: TC Mover em 14/02/2019 às 13:42

A bolsa cai e o dólar sobe diante de indicadores fracos da economia americana que deterioravam o humor externo, enquanto o investidor local aguarda o aval do presidente Jair Bolsonaro para a proposta de reforma da Previdência, que pode ser enviada ao Congresso na semana que vem.

 

As vendas do varejo nos Estados Unidos caíram 1,2% em dezembro, maior queda mensal desde setembro de 2009, ante expectativa de alta de 0,1%. No mesmo sentido, os pedidos de seguro-desemprego do país da semana passada aumentaram acima do previsto. O desânimo com a economia deixa em segundo plano o otimismo com o progresso nas negociações comerciais entre Washington e Pequim nesta semana. Mais cedo, animava a notícia de que o presidente Donald Trump poderia estender em até 60 dias o prazo final para a imposição de sobretaxas a US$200 bilhões em importações chinesas.

 

Por volta de 12h30, o índice Bovespa caía 0,61% a 95.253 pontos, tendo chegado a 94.915 pontos na mínima do dia. As ações de Vale, Bradesco e Itaú pesavam na bolsa, enquanto Banco do Brasil sustentava alta de 0,8% após apresentar salto anual de 20,6% no lucro do quarto trimestre. Petrobras subia, na esteira do avanço do petróleo Brent.

 

Também em destaque na ponta positiva, as ações da EDP Brasil exibiam elevação de 2,5%, com a notícia do diário português Sapo de que o Fundo Elliot enviou carta à controladora EDP Portugal sugerindo a venda de ativos no Brasil. Em paralelo, os papéis da Kroton ganhavam 1% após o Itaú BBA elevar a recomendação para outperform, equivalente a compra.

 

No mercado de câmbio, o dólar futuro ganhava 0,51% a R$3,777 após ter atingido o maior patamar em três semanas na máxima do dia, a R$3,799. A subida da moeda contribuía para o leve ajuste para cima nos juros futuros, com o contrato para janeiro 2020 subindo 1 ponto-base para 6,425%.

 

O mercado brasileiro monitora as notícias em Brasília, com a expectativa de que o presidente Bolsonaro deverá “bater o martelo” sobre o texto final da reforma da Previdência nesta tarde. Mas a possibilidade de queda de um ministro após declarações desencontradas entre o secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebbiano, e o filho do presidente, Carlos Bolsonaro, dava espaço para volatilidade, com receio sobre a necessária construção política em prol da agenda de reformas no Congresso.

 

(Foto: Nova Iorque/Divulgação)

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