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Copom mantém juros após nove cortes; confira com ficam as aplicações

Postado por: TC Mover em 16/09/2020 às 21:26

O Comitê de Política Monetária do Banco Central manteve os juros básicos da economia brasileira em 2% ao ano nesta quarta-feira, dia 16, interrompendo o ciclo de nove cortes consecutivos na taxa Selic. O Copom informou ainda que o espaço para mais cortes está cada vez menor em meio aos riscos de uma deterioração da situação fiscal ou de instabilidade financeira da economia brasileira. A decisão, tomada por unanimidade, manteve o juro básico no menor patamar da série histórica, iniciada em 1996. A decisão ficou dentro do esperado pelo Consenso TC.

No comunicado sobre a decisão, o BC reiterou a orientação futura divulgada anteriormente, de que não pretende elevar a taxa básica “a menos que as expectativas de inflação, assim como as projeções de inflação de seu cenário básico, estejam suficientemente próximas da meta” no horizonte considerado relevante, que atualmente inclui 2021 e, em grau menor, 2022. O Copom também destacou que espera uma leve aceleração da inflação no curto prazo por conta da alta dos preços dos alimentos e de alguns produtos de consumo popular. Mas reforçou que a orientação futura da política monetária e dos juros é condicional à obediência ao Teto de Gastos, assim como à ancoragem das expectativas de inflação de longo prazo.

“O Copom entende que a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reconhece que, devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno”, diz o comunicado. Dessa forma, eventuais ajustes futuros no estímulo ocorreriam com “gradualismo adicional e dependerão da percepção sobre a trajetória fiscal, assim como de novas informações que alterem a atual avaliação do Copom sobre a inflação prospectiva”, disse.

Com a manutenção dos juros em 2,0% ao ano, as aplicações de renda fixa continuarão também com um dos menores rendimentos da história, chegando a ficar abaixo da inflação após os descontos de impostos e taxas. Considerando uma aplicação que renda 100% da taxa Selic, ou 2% ao ano, e descontando um imposto de renda de 15% sobre o rendimento, o ganho líquido do investidor seria de 1,70% ao ano, ou 0,14% ao mês. Esse seria o ganho de uma aplicação no Tesouro Direto Selic, ou LFT, no Tesouro Direto, sem levar em conta eventuais taxas cobradas pelas corretoras ou pela bolsa.

A caderneta de poupança deverá render 1,40% líquidos ao ano, ou 0,12% ao mês. Fundos de investimentos de renda fixa mais conservadores devem render menos que a caderneta de poupança se tiverem taxa de administração superior a 0,25% ao ano. Já as aplicações em ações ganham destaque, especialmente as que costumam pagar dividendos mais elevados para os acionistas.

Texto feito por Guillermo Parra-Bernal e Angelo Pavini

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