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China aponta para acordo iminente e mercados comemoram; no radar, IPCA, BoE, Banco do Brasil e 6ª Rodada

Postado por: TC News em 07/11/2019 às 10:09

Guerra comercial resolvida? O investidor quer apostar que sim, ou que, ao menos, os Estados Unidos e a China estão a caminho de encontrar uma saída após 18 meses de disputa. Os futuros dos índices acionários americanos, as commodities e outros ativos de risco sobem acentuadamente na manhã desta quinta-feira depois que a China anunciou que há, em princípio, um acerto para a remoção gradual de sobretaxas entre os dois países. Hoje, o dia promete: teremos dados de IPCA, seguro-desemprego nos EUA, o desdobramento das reduções de projeções econômicas na Zona do Euro e da decisão de juros no Reino Unido. O Banco do Brasil, cujo lucro bateu o consenso hoje, deve explicar o escopo da parceira de banco do investimento com o UBS. Teremos o leilão de mais cinco áreas do pré-sal, após o certame decepcionante de ontem, e o Supremo Tribunal Federal retoma o julgamento sobre a prisão em segunda instância. Informe-se bem com o Espresso.
Perto das 05h00, horário de Brasília, o porta-voz do Ministério de Comércio da China, Gao Feng, anunciou a existência de uma tentativa de acerto entre os governos americano e chinês para cancelar gradual e simultaneamente algumas sobretaxas existentes sobre um montante de produtos. O contrato futuro do Dow Jones sobe mais de 150 pontos, ou 0,55%, puxando o S&P500 e o Nasdaq; o dólar americano recua ante moedas pares e os rendimentos dos Treasuries de dez anos têm sua maior alta em mais de uma semana, sinalizando menor aversão ao risco. Os fundos de índices de ações emergentes, especialmente o EEM, disparam perto de 1% no pré-market de Nova Iorque, enquanto o petróleo avança e o ouro recua.

 

Os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, que o IBGE divulga às 09h00, devem confirmar o espaço no front inflacionário para o Banco Central reduzir a taxa básica de juros Selic além dos 4,50% já indicados pelo Comitê de Política Monetária em dezembro, disseram analistas e membros experientes do TC. O índice IPCA deve acelerar de uma deflação de 0,04% em setembro para alta de 0,07% em outubro, levando o acumulado em 12 meses de 2,89% para 2,51%. Mesmo com a alta, a inflação segue, portanto, bem longe do piso da meta no ano, que tem centro nos 4,25%, e mesmo para 2020, com ponto médio de 4,00%. Se confirmado o consenso, deveremos ver ajustes nos contratos dos DIs.

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