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Carteiras para março sobem a guarda frente à cautela com Previdência

Postado por: TC Mover em 01/03/2019 às 14:34

Seis instituições financeiras, entre bancos e corretoras, trabalham com continuidade em março da volatilidade no mercado observada em fevereiro, sensível ao desenrolar do debate da reforma da Previdência, priorizando ações de bancos, Petrobras e empresas de “alta qualidade” ligadas à economia doméstica nas carteiras recomendadas.

 

Permanece o otimismo dos analistas quanto ao rumo da bolsa brasileira neste ano, sob confiança na aprovação da proposta do governo para mudar as regras de aposentadorias, mas consciente do árduo trabalho de construção política no curto prazo. Há incógnitas também no cenário externo, capazes de ajudar ou piorar a tendência local.

 

BTG PACTUAL
Os estrategistas Carlos Sequeira e Bernardo Teixeira optaram por um portfólio mais defensivo neste mês, focando em papéis de elevada qualidade. Eles projetam aumento da volatilidade no curto prazo, conforme aquecem as discussões sobre a reforma no Congresso. A médio e longo prazo, persiste a aposta de que a bolsa continuará subindo, na esteira da aprovação da proposta. Sob o viés de papéis mais defensivos, a equipe do banco incluiu Ambev, Cosan e Bradesco na seleção recomendada. Permanecem na carteira: Petrobras, Localiza, Lojas Renner, Equatorial, Iguatemi, Oi e Rumo.

 

SAFRA
A equipe do Safra discorda do receio do mercado quanto ao timing da tramitação da reforma no Congresso. “Acreditamos que essa proposta, que deve gerar uma economia superior se comparada à anterior pode ser aprovada entre meados do ano e início de segundo semestre, não prejudicando em nada o processo de ajuste fiscal”, diz o economista-chefe Carlos Kawall. Os analistas da Safra Corretora decidiram acrescentar Rumo e CSN à carteira para março, retirando Ecorodovias, Energisa e Gerdau. Foram mantidos no portfólio os papéis de Randon, Petrobras, Bradespar, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, B3, IRB Brasil, Bradesco, GPA, RD, Kroton, Lojas Renner e Localiza.

 

XP INVESTIMENTOS
O Ibovespa deve seguir sem claro direcionamento em março e em compasso de espera enquanto o mercado monitora a interlocução do governo com a Câmara e o tamanho da diluição da reforma, disse a XP Investimentos. Neste sentido, a equipe decidiu ampliar o peso na carteira das ações de Itaú Unibanco e Banco do Brasil – de 10% para 15% – e também de Petrobras e Vale, destacando a estratégia de exposição aos papéis expostos à melhora do cenário global. AES Tietê e Suzano foram incluídos no portfólio, no qual também fazem parte Azul, B2W, JBS e Localiza.

 

MIRAE
A corretora Mirae trabalha com a expectativa de bolsa pressionada em março, sem abalar o viés otimista, diante do andamento da reforma. A pauta é crucial para a retomada da economia e para a renda variável deslanchar: “acreditamos que por este motivo o governo buscará ampliar de forma mais intensa as negociações para que a PEC seja aprovada o mais rápido possível.” A carteira recomendada para março contém as ações de B3, Banco do Brasil, CCR, Cosan, Iochpe-Maxion, Petrobras, Randon, Rumo, Sanepar e Usiminas.

 

BB INVESTIMENTOS
Março será marcado por um cenário cauteloso e com viés de baixa em meio à tramitação da reforma, avalia a BB Investimentos, que cita temores relacionados ao prazo de aprovação e a um possível enxugamento da proposta. La fora, destacam que os mercados, aparentemente, já precificaram um acordo favorável entre EUA e China, o que torna o cenário sensível a realização. Assim, os analistas decidiram incluir Alupar no lugar de CSN no portfólio, que tem também Via Varejo, Petrobras, Gerdau, GPA, IRB Brasil, MRV, Itaú Unibanco, Lojas Renner e Klabin.

 

SANTANDER
Em reflexo de certa continuidade do cenário de fevereiro para março, os analistas do Santander mantiveram inalterada a Carteira Ibovespa+ para o mês, contendo Banco do Brasil, Bradesco, IRB Brasil, Lojas Renner, GPA, Petrobras, Rumo e Suzano.

(Imagem: Pixabay)

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