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Câmbio recua e bolsa sobe com aprovação de MPs, cenário para Previdência; juros corrigem quedas recentes

Postado por: TC Mover em 04/06/2019 às 11:41

A bolsa sobe e o câmbio recua pelo terceiro dia consecutivo, repercutindo a aprovação no Congresso de várias iniciativas favoráveis à pauta de ajuste fiscal e retomada do crescimento na maior economia da América Latina, enquanto o investidor analisa dados de produção industrial e pronunciamentos do presidente do banco central americano para consolidar apostas sobre eventuais reduções de juros básicos antes do final do ano.

 

A aprovação no Senado, ontem à noite, da MP 871, que combate fraudes no INSS e representa economia de R$10 bilhões para os cofres públicos neste ano, foi o primeiro grande passo a caminho de aprovar a Reforma da Previdência. Um pedido de crédito suplementar de R$248 bilhões para a União deve ser votado até amanhã, permitindo que o governo emita dívida para pagar despesas correntes sem infringir limites orçamentários e legais. Iniciativas como o projeto do Saneamento Básico e das tratativas para incluir Estados e municípios na repartição dos recursos provenientes do leilão de sobras do Pré-sal avançam positivamente, disse o analista político da IdealPolitik e contribuidor TC, Leopoldo Vieira.

 

Hoje, os índices acionários nos Estados Unidos sobem, revertendo parcialmente as perdas da véspera causadas pelo tombo nas ações de tecnologia. Os Treasuries caem pela primeira vez em uma semana e o dólar americano opera na estabilidade– sinal de um mercado ainda cauteloso com o panorama sombrio para a economia mundial. O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, diz hoje que está “monitorando de perto“ os desdobramentos da guerra comercial dos EUA com várias nações e que a autarquia agirá quando achar apropriado para defender a expansão da economia.

 

BOLSAS: o Ibovespa acelerava a alta para 0,35% a 97.360 pontos por volta das 11h15, reagindo às notícias positivas sobre o Congresso e aos comentários de Powell – que foram interpretados como uma sinalização de que menores taxas de juros nos EUA podem ser uma alternativa para manter 11 anos de expansão ininterrupta na maior economia do planeta. O volume projetado para o pregão é de $13 bilhões, em linha com as médias diárias do ano. JBS ON lidera os ganhos na ponta de alta, após forte queda na véspera com a suspensão de exportações de carne bovina à China. Petrobras ON sobe com o cenário para privatizações e à espera do julgamento no Supremo Tribunal federal sobre a matéria, amanhã. Entre as quedas, o destaque é a Braskem, que recua 17% após LyondellBasell e Odebrecht encerrarem conversas para a venda da petroquímica.

 

CÂMBIO E JUROS: O dólar futuro tocava sua menor cotação desde começo de abril e recuava 0,50% ante o real, a R$3,8740, na B3, após os comentários de Powell, reforçando também a tendência de fraqueza da moeda americana ante seus pares globais. Expectativas sobre o rumo dos juros do Fed e do Banco Central do Brasil movimentam o mercado dos DIs, ou juros futuros, em dia de divulgação de produção industrial mais fraca do que o esperado no Brasil. Contratos futuros em Chicago preveem até pelo menos três cortes de juros pelo Fed no ano. Isso, combinado com a expectativa de aprovação da reforma e a economia local mais fraca faz o investidor local precificar pelo menos um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic no quarto trimestre – apesar do tom cauteloso do presidente do BC, Roberto Campos Neto, quanto à taxa básica.

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