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Câmbio desancora, fluxo de saída acelera e bolsa cai; no radar, Payroll, IPCA e balanços

Postado por: TC Mover em 06/02/2020 às 19:02

O que parecia ser uma quinta-feira de altas em São Paulo, avalizada pela decisão do Banco Central de ontem de interromper o ciclo de cortes nos juros básicos, o rotundo sucesso da oferta secundária de ações ordinárias da Petrobras ontem e a expectativa por resultados trimestrais sólidos, terminou em fechamento em queda do índice Bovespa, assim como alta no dólar e nos contratos de juros futuros. Na ausência de notícias específicas que tenham engatilhado a correção vista ao longo da tarde, traders como Pedro Menin disseram que “o gráfico não ajuda e o mercado quer uma correção”.

 

Com o ritmo de venda dos ativos brasileiros por parte do investidor estrangeiro avançando em velocidade maior do que o das compras por parte dos locais, renda variável, renda fixa e câmbio na B3 se tornaram reféns do fluxo mais uma vez. Some a isso o bom desempenho dos índices acionários americanos, com a expectativa de que a epidemia de coronavírus na China não terá um impacto tão grave na economia mundial quanto se esperava uns dias atrás, e os ativos brasileiros perdem mais brilho. Os dados do ano de entrada e saída de recursos dos investidores continuam ruins e apontam para mais um ano de fluxo negativo.

 

Nesta sexta-feira, o destaque é a divulgação do relatório mensal de geração de emprego privado não-agricola dos EUA, conhecido como Payroll, para janeiro. O desemprego deve continuar na mínima de 50 anos e a criação de emprego deve acelerar, porém sem gerar forte pressão altista nos salários. Teremos a contagem de sondas de petróleo pela Baker Hughes. A Alemanha informa produção industrial e balança comercial de dezembro. No plano local, o investidor vai estar atento aos dados de inflação medidos pelo IGP-DI e pelo IPCA de janeiro, que deve desacelerar para 0,34%, segundo o consenso TC.

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