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Busy day: Copom, FOMC, reforma e volta de Bolsonaro marcam pregão

Postado por: TC Mover em 20/03/2019 às 8:36

Com os mercados globais um tanto indefinidos em meio a notícias sobre um ou outro gargalo nas negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China e à espera do resultado da reunião de política monetária do Federal Reserve, o investidor local deve ficar atento à decisão de juros do Banco Central e à batida de martelo do presidente Jair Bolsonaro quanto ao projeto de mudança nas aposentadorias dos militares – após dizer em coluna do Valor Econômico que a reforma da Previdência é o “centro da gravidade” do seu governo. Bolsonaro e os comandantes das Forças Armadas têm reunião marcada para às 10h00 para discutir o polêmico projeto.

 

Vamos primeiro às decisões de juros no Brasil e nos EUA. O consenso colhido por nossa equipe aponta que a Selic permanecerá inalterada em 6,50%, menor nível histórico e oitava manutenção consecutiva, enquanto o comitê do Fed, conhecido como FOMC, deixará a Fed Funds rate entre 2,25% e 2,50%. O foco do mercado, assim, se centrará nas mensagens que os dois bancos centrais darão hoje: seus próximos passos, o avanço dos seus programas estruturais e, principalmente, como se desenha o balanço de riscos para suas respectivas metas para o ano.

 

Paira no ambiente a sensação que o BC brasileiro pode cortar a taxa básica de juros Selic num futuro próximo – o que pode criar algum ruído no mercado. Marcos Mollica, gestor da Opportunity, disse que, hoje, o BC brasileiro “deve reduzir as projeções de crescimento e atenuar a assimetria negativa de riscos do último comunicado.” Dessa forma, o mercado de juros pode realizar até uns 10 pontos-base na ponta curta, “mas não vai largar o osso de cortes”. A conferir.

 

O dia de divulgações de resultados do quarto trimestre tem Randon, Lojas Americanas, B2W e Anima, entre outras. As teleconferências incluem Randon, que ontem anunciou troca de presidente, a Tegma e a Energisa. Nos indicadores econômicos, há indicadores de preços no Reino Unido, monitor de PIB da FGV no Brasil e decisões sobre tarifas de energia no âmbito da Aneel. Opere com cautela e fique de olho no noticiário.

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC


A maioria das bolsas europeias e asiáticas e os futuros dos índices americanos caíam neste início de quarta-feira, reagindo a especulações da mídia americana de que a China estaria questionando parte das demandas dos Estados Unidos na negociação para o acordo que encerraria a disputa comercial entre os dois países.

 

Reportagens do Wall Street Journal e da Bloomberg News citam que os representantes do comércio chinês estariam preocupados com a falta de garantia do governo americano de que as tarifas extras impostas contra produtos do país no último ano iriam cair assim que o acordo fosse firmado. Uma comitiva com o representante do comércio americano, Robert Lighthizer, irá a Pequim na próxima semana discutir o assunto, disseram os jornais.

 

A pressão nos índices e a volta do investidor para ativos de segurança, como o dólar americano e o ouro, também vem com a expectativa para o segundo dia de reuniões do Fomc.

 

Na Europa, a libra esterlina caía com força em relação ao dólar com a indefinição do Brexit. Os jornais dizem que a primeira-ministra Theresa May deve ir a Bruxelas até o final do mês para tentar negociar uma extensão de três meses para o prazo final da saída do Reino Unido do bloco europeu.

 

Principais notícias corporativas

 

Tegma: A Tegma registrou lucro líquido de R$35 milhões no quarto trimestre, redução de 40,7% na base anual.

 

Cesp: A Cesp comunicou que assinou a concessão para explorar a usina hidrelétrica Porto Primavera por 30 anos.

 

Bradesco: O Bradesco anunciou que o Banco Central aprovou o processo de aumento de capital social no valor de R$8 bilhões, com bonificação de 20% em ações.

 

Petrobras: A Petrobras informou que concluiu a emissão de títulos no mercado internacional no valor de US$3 bilhões, com demanda três vezes superior ao volume da oferta.

 

Randon: O conselho de administração da Randon aprovou a indicação de Daniel Raul Randon como sucessor do diretor-presidente, David Abramo Randon.

 

Petrobras: Megaleilão do pré-sal pode render até US$ 9 bi à Petrobrás, diz senador (Estado)

 

Bradesco: Banco Central aprova aumento de capital do Bradesco no valor de R$8 bi (Reuters)

 

Vale: Vale já soma R$ 13,6 bilhões bloqueados pela Justiça (Exame)

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

08h00 Monitor do PIB – FGV

12h30 Fluxo cambial estrangeiro

 

Indicadores internacionais

04h00 Alemanha – IPP  mensal (fevereiro); consenso 0,10%

04h00 Alemanha – IPP anual (fevereiro); consenso 2,80%

06h30 Reino Unido – IPC mensal (fevereiro); consenso -0,70%

06h30 Reino Unido – IPC anual (fevereiro); consenso 1,90%

06h30 Reino Unido – IPP bens intermediários mensal (fevereiro); consenso 0,30%

06h30 Reino Unido – IPP bens intermediários anual (fevereiro); consenso 3,80%

06h30 Reino Unido – Índice de preços no varejo mensal (fevereiro); consenso -0,80%

06h30 Reino Unido – Índice de preços no varejo anual (fevereiro); consenso 2,60%

11h30 EUA – Estoques de petróleo bruto

15h00 EUA – Decisão da taxa-alvo de juros; consenso 2,50%

 

Resultados trimestrais

AA Randon

DF Lojas Americanas

DF B2W

DF Anima

DF LPS

ND Eneva

 

Teleconferências de resultados

12h00 Randon

15h00 Tegma

16h00 Energisa

 

DISCLAIMER: Este newsletter não tem o objetivo de promover a venda de títulos e valores mobiliários específicos, e sim, de informar correta e oportunamente a quem o recebe.

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