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Bom humor volta aos mercados e Ibovespa sobe à espera de ata do Fed; dólar recua

Postado por: TC Mover em 21/08/2019 às 14:00

O bom humor voltou aos mercados nesta quarta-feira, os investidores à espera da ata da mais recente reunião de política monetária do Federal Reserve – quando a autarquia cortou juros pela primeira vez desde 2008 -, que será divulgada às 15h00, horário de Brasília. À época, investidores esperavam que a redução fosse o prenúncio de um ciclo de cortes. No entanto, o presidente do Fed, Jerome Powell, desapontou-os em sua coletiva de imprensa pós-decisão, quando disse que aquele era um corte pontual, um ajuste. A ata de hoje pode jogar mais luz sobre o que, de fato, a autarquia pensa a respeito e se há sinais de mais cortes.

 

O mercado saberá ainda mais sobre os próximos passos da política monetária norte-americana na sexta-feira, quando Powell discursará na conferência de banqueiros centrais em Jackson Hole. Há quem acredite que o Fed vá cortar mais a taxa. Segundo um experiente gestor sediado em São Paulo, a instituição não “iria querer estressar os mercados” e deve fazer mais cortes, embora não necessariamente tão grandes quanto investidores – ou Donald Trump – gostariam. Hoje pela manhã, aliás, Trump usou seu Twitter para atacar mais uma vez o Fed e Powell, pressionando por mais cortes.

 

Uma leve melhora na aversão ao risco toma conta do ambiente, o que pode ser visto pelo pelo aumento nos rendimentos dos Treasuries hoje, cujo título de dez anos tem alta de 1,6 ponto-base, para 1,571%. Nos Estados Unidos, os índices acionários são impulsionados também pelos bons resultados de duas companhias do varejo no segundo trimestres, Target e Lowe, que  demonstram que o consumidor americano segue comprando – o que, por outro lado, apontaria para não cortar mais juros. Também ajudam as bolsas hoje as notícias vindas da Itália: o presidente Sergio Mattarella iniciou diálogo com partidos, nesta quarta, para buscar uma saída para a crise política.

 

No cenário local, a notícia do dia é a venda à vista de dólares por parte do Banco Central, que nesta manhã colocou US$200 milhões em leilão nesta modalidade, além de ter rolado swaps reversos. No front político-econômico, pesa a favor a expectativa pelo anúncio oficial do pacotão de privatizações do governo federal. O site Poder 360 adiantou uma lista com 17 companhias, entre elas a Eletrobras. Sobre essa companhia, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou hoje que já “há quase consenso” para aprovar o projeto de lei que ressarce a empresa, recapitalizando-a, um passo importante para a sua privatização.

 

Nesse contexto, o Ibovespa avança 1,01% a 100.224 pontos, com volume projetado de R$12,5 bilhões, dentro das médias diárias. O dólar futuro recua 0,54%, a R$4,034. Os juros caem em bloco, com aquele vincendo em janeiro próximo com queda de 2,5 pontos-base. As estatais estão entre os destaques corporativos da sessão de hoje, com a expectativa do anúncio de privatizações. Eletrobras ON dispara 13,71%, após leilão, com Paulo Guedes e Rodrigo Maia falando sobre tendência de desestatização da companhia.

 

Banco do Brasil ON lidera os ganhos do índice, com alta de 4,58%, com investidores animados com as vendas da União. Na ponta oposta, BRF ON lidera as perdas, com queda de 1,53%. Hoje à tarde, além da ata do Fed, temos lá fora as prévias do PMI de indústria e serviços no Japão. Por aqui, atenção ao anúncio sobre as privatizações, que pode trazer detalhes e, eventualmente, alguma surpresa. E às 14h30, o BC informa o fluxo cambial estrangeiro semanal.

 

(Foto: Jerome Powell/ Fast Markets)

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