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Chegou o dia: Bolsonaro leva reforma da Previdência ao Congresso

Postado por: TC Mover em 20/02/2019 às 8:58

Os mercados de câmbio, renda fixa e renda variável devem andar ao compasso dos detalhes da reforma da Previdência, que o presidente Jair Bolsonaro levará pessoalmente ao Congresso poucos minutos antes da abertura da bolsa. Certamente haverá volatilidade no começo dos negócios e, por que não, ao longo do pregão: mesmo com a reforma dominando a pauta dos mercados locais, o sentimento também deve refletir os desdobramentos das conversas comerciais entre os Estados Unidos e a China, que começaram ontem, e a divulgação da ata da reunião de política monetária de janeiro do Federal Reserve, às 16h00, horário de Brasília.

 

A curva de juros deve ficar especialmente sensível aos anúncios sobre o projeto da reforma ao sistema de aposentadorias – principal pauta econômica do país desde 2003. Os DIs podem retomar o viés de recuo ao longo do ano se ela for aprovada, já que a recuperação da economia ainda patina e a inflação não parece oferecer riscos iminentes no curto e médio prazo.

 

A visita de Bolsonaro ao Congresso, além de simbólica, pretende também aliviar todo o desconforto, ou crise, causada pelos áudios de conversas publicados por seu ex-ministro Gustavo Bebianno – demitido ontem por múltiplos motivos. Há temores de que o ex-ministro ataque o presidente, impactando a tramitação da reforma. Ontem, em entrevista à Jovem Pan, Bebianno refutou a tese. Mas hoje, a colunista Mônica Bergamo, da Folha, saiu com uma versão completamente diferente. A conferir.

 

No exterior, a aversão ao risco recua com a indicação do presidente americano, Donald Trump, de que o prazo final para as negociações entre os Estados Unidos e a China, em 1º de março, pode ser prorrogado até que ambos os países cheguem a um novo acordo comercial. O otimismo com o desfecho da guerra comercial EUA-China e a apresentação da reforma ao Congresso brasileiro fizeram com que o ETF que replica o índice brasileiro na bolsa de Tóquio, conhecido como Next, disparasse quase 1,4% hoje.

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

A maior parte dos mercados se afasta da aversão ao risco, fomentando as compras de ações, de commodities metálicas e de ativos emergentes nesta quarta-feira, após mais uma indicação de Trump de que o prazo final para as negociações entre os EUA e a China, em 1º de março, pode ser prorrogado até que ambos os países cheguem a um novo acordo comercial.

 

Com sinais da continuidade das discussões, as bolsas asiáticas voltaram a subir, enquanto o iuan chinês teve a maior valorização desde o início deste mês. O ETF que replica o índice brasileiro na bolsa de Tóquio disparou quase 1,4% – em sinal de maior apetite por ativos do países em desenvolvimento.

 

Na Europa, a primeira-ministra britânica, Theresa May, deve iniciar mais uma rodada de negociações com a União Europeia sobre o acordo para a saída do Reino Unido do bloco europeu. Enquanto a resolução não chega, os índices do continente operavam no positivo, seguindo as conversas EUA-China e uma série de balanços corporativos a serem divulgados ao longo da manhã.  

 

Nos mercados das commodities, desempenhos mistos para o ouro e o petróleo: enquanto o primeiro continua a leve escalada perante o dólar americano, ainda com resquícios da aversão ao risco que se apoderou do mercado no início da semana, o petróleo recuava seguindo receios sobre a produção venezuelana e algumas dúvidas sobre os cortes esperados de oferta. Em termos de indicadores, mais um dia fraco no exterior, o que deve ser compensado pela expectativa com a ata do Fed.

 

Principais notícias corporativas

 

Engie Brasil: A Engie Brasil registrou um lucro líquido de R$761,6 milhões referente ao quarto trimestre, um aumento de 8,1% na base anual.

 

Engie Brasil II: A Engie Brasil informou que vai investir cerca de R$1,6 bilhão para a implantação de um projeto de energia eólica na Bahia, com previsão para iniciar operação no início de 2021.

 

Weg: A Weg anunciou que seu conselho de administração aprovou a distribuição de dividendos complementares no valor de R$173,8 milhões, correspondentes a R$0,082905759 por ação, aos detentores de ações em 22 de fevereiro.

 

Taesa: A Taesa informou que a Aneel aprovou o pedido de anuência solicitado pela companhia para a compra de ações das transmissoras de energia João Transmissora e São Pedro Transmissora.

 

Eternit: O conselho de administração da Eternit, que está em recuperação judicial, elegeu Vitor Mallmann como novo diretor de RI, CFO no lugar de Rodrigo Lopes da Luz, que deixa o cargo.

 

EDP Brasil: A EDP Brasil comunicou que a gestora T.Rowe Price Associates reduziu sua posição em papéis da companhia para o equivalente a 4,95% do total de ações ordinárias.

 

Vale: Moody’s aponta aumento do risco para Vale (Valor) Marco de telecomunicação pode ser ajustado por MP (Valor)

 

TIM: Lucro líquido da TIM sobe 4,6% no 4º trimestre (Valor)

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

08h00 Sondagem da indústria (fevereiro) – FGV

12h30 Fluxo cambial estrangeiro

 

Indicadores internacionais

04h00 Alemanha – IPP mensal (janeiro); consenso -0,20%

04h00 Alemanha – IPP anual (janeiro); consenso 2,90%

09h00 EUA – Pedidos de hipotecas MBA semanal

12h00 UE – Confiança do consumidor (fevereiro)

18h30 EUA – Estoques de petróleo bruto semanal API

22h30 Japão – PMI industrial (fevereiro)

 

Resultados trimestrais

A.A. Via Varejo

A.A. Telefônica Brasil

D.F. WEG

D.F. Ultrapar

D.F. CSN

D.F. GPA

N.D. Marfrig

N.D. Taesa

 

Teleconferências de resultados

11h00 WEG

13h30 TIM

 

(Foto: prédio da Previdência/ Reprodução Rádio América)

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