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Bolsas oscilam e temor com vírus impede piso firme para mercados; no radar, Fed, Cielo, Trump

Postado por: TC Mover em 28/01/2020 às 9:49

Os ativos de risco ensaiam uma recuperação, que deve perder força ao longo da manhã desta terça-feira, em meio a esforços globais para conter a propagação do vírus de Wuhan e com expectativa para a decisão de política monetária do Federal Reserve, que será anunciada amanhã. Certamente o vírus domina as manchetes – o número de mortos na China já ultrapassou os 107 e o de infectados caminha aos poucos para 5 mil. Os membros do comitê decisório dos juros do Fed, conhecido como FOMC, devem tratar do tema sob a pressão de que qualquer anúncio poderia fragilizar ainda mais o sentimento global. “O coronavírus deve continuar como o principal catalisador de movimentos nos preços dos ativos, por isso o Fed precisará ser muito cuidadoso”, disse um gestor sediado em Londres. Ele alerta que correções como as de ontem podem se repetir. Como reflexo da crise provocada pelo vírus, a bolsa paulista teve sua pior queda desde junho – Petrobras e Vale perderam juntas mais de R$34 bilhões em valor de mercado. O dólar fechou no maior patamar em quase dois meses e o ouro disparou.

 

Hoje, a recuperação das ações e das commodities não parece que vai vingar: as bolsas na Ásia fecharam majoritariamente no vermelho, o petróleo recua e os futuros dos índices acionários americanos perdem parte do seu vigor de horas atrás. O Stoxx Europe 600 Index apagou as altas mais cedo, enquanto os futuros dos três principais índices americanos sentiam o peso de uma confiança frágil e de um temor crescente com algum desdobramento inesperado. A bolsa de Seul fechou em queda na reabertura após o Feriado de Final de Ano. Os negócios serão retomados amanhã em Hong Kong – que hoje acertou com a China severas restrições de viagens entre os países e suspendeu o funcionamento do trem de alta velocidade. A última orientação da China, onde o surto ainda está concentrado com 98% dos casos reportados, é de reabertura na segunda-feira.

 

Após três meses de negociações, a JBS fechou um acordo com a chinesa WH Group para exportação de R$3 bilhões anuais de carnes bovina, de aves e suína in natura ao mercado chinês a partir de unidades da Friboi. Segundo a companhia, os primeiros embarques acontecerão até março. O Ministério da Agricultura disse que há investigações sobre o coronavírus em andamento para identificar as espécies de animais que poderiam ser contaminadas. Segundo a Folha de S. Paulo, que falou com um líder setorial, é cedo para medir as consequências do surto para o mercado de carnes brasileira. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou ontem, sem restrições, a fusão da Embraer com a Boeing por entender que as duas companhias não disputam o mesmo mercado de jatos. O negócio, iniciado em 2018, já foi aprovado pelos órgãos antitruste dos EUA e da China, mas ainda está pendente de análise na União Europeia.

 

(Por: Guillermo Parra-Bernal e Ana Carolina Siedschlag || Foto: Traço do vírus de Wuhan – Agências)

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