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Bolsas dos EUA próximas das máximas históricas com otimismo por reunião Trump-Xi, juros; Brasil ignora tensão política

Postado por: TC Mover em 18/06/2019 às 18:14

As bolsas americanas contagiaram de otimismo os mercados emergentes e os ativos de risco, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que vai se reunir com seu colega XI Jinping na semana que vem, na reunião do G-20 no Japão. Se os dois vão se acertar e pôr fim a 15 meses de guerra comercial, ninguém sabe; o que está claro é que os dois países não vão chegar a lugar nenhum sem a intervenção direta dos seus mandatários. O mercado, quando é conveniente, premia a vontade política.

 

Ações, commodities de energia, metais básicos e preciosos subiram ao longo do dia, não só por conta do encontro Trump-Xi, mas também pela sinalização do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, de que a autarquia pode reduzir as taxas de juros, se necessário. A economia europeia está mancando e a inflação está se afastando da meta de pouco menos de 2%. Com a Europa seguindo os BCs da Austrália e do Chile no uso de linguagem dócil para guiar as expectativas, as apostas de que o Federal Reserve e o Banco Central do Brasil façam o mesmo na sua decisão de taxa de juros de amanhã aumentaram.

 

Os ganhos em Nova Iorque só não foram os maiores mundo afora por conta de uma matéria de Bloomberg News, que disse que Trump chegou a estudar meios legais para demitir seu desafeto, o presidente do Fed, Jerome Powell, em fevereiro. Desde começo do ano, Trump culpa Powell pela desaceleração econômica nos EUA. Qual será a reação de Trump se Powell, amanhã na coletiva de imprensa após a divulgação da decisão de juros, sinalizar um afrouxamento das condições monetárias?

 

Assim, os eventos do exterior ofuscaram por completo os ruídos da política no Brasil – que, apesar de tudo, parecem menos perturbadores que dois meses atrás. O Ibovespa não conseguiu romper a resistência dos 100 mil pontos, mas avançou 1,82% e fechou a 99.404 pontos, maior nível desde março. O dólar futuro se desvalorizou 0,71% ante o real e fechou cotado a R$3,863 nesta terça-feira. Os juros curtos subiram com a expectativa de que o governo vai colocar uma meta de inflação muito severa para 2022 – o que limitaria potenciais quedas da Selic no curto prazo. O DI com vencimento para janeiro próximo subiu 2 pontos-base, a 6,090%.

 

Amanhã, além das decisões de juros no Brasil e nos EUA, teremos uma agenda econômica cheia mundo afora: preços ao produtor na Alemanha, saldo da conta corrente no balanço de pagamentos da União Europeia e inflação no varejo e no atacado no Reino Unido. Espera-se que o governo argentino divulgue os números de crescimento econômico no primeiro trimestre. Em Brasília, os eventos principais são a audiência que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, terá na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, assim como o segundo dia de debates sobre a Nova Previdência na comissão especial da Câmara.

 

(Foto: B3/Divulgação)

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