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Bolsas disparam com sinais de acordo comercial; no Brasil, dólar cai com S&P, à espera de IBC-BR

Postado por: TC Mover em 12/12/2019 às 14:03

As bolsas nos Estados Unidos e no Brasil batem recordes de alta hoje e o dólar americano recua ante seus pares e antes moedas emergentes, como o real, com sinais de que os Estados Unidos estão dispostos a evitar um aumento nas sobretaxas às importações chinesas neste fim de semana para negociar um acordo comercial parcial. O bom humor dos investidores na B3 é reforçado pela melhora da perspectiva da nota de crédito do Brasil pela Standard & Poor’s, com a expectativa de que o movimento seja seguido por outras agências de crédito, além da queda dos juros básicos ontem para a mínima histórica e mais cortes lá na frente. Para corroborar esse cenário, em que a taxa básica Selic seria reduzida de novo em fevereiro, o investidor fica de olho na divulgação, amanhã, do Índice de Atividade do Banco Central – visto pelo mercado como uma prévia do desempenho do PIB.

 

As bolsas americanas renovaram os recordes intradiários. A alta é embalada pelo otimismo com o desfecho da guerra comercial, aliviando os temores de uma desaceleração nos EUA e na China no ano que vem. Na Europa, o Banco Central Europeu manteve os juros negativos na estreia da francesa Christine Lagarde no comando da instituição. Ela pediu a ajuda dos governos para usem instrumentos fiscais para reavivar a atividade na Zona do Euro. O Ibovespa bateu novo recorde intradiário e superou os 112 mil pontos por volta do meio-dia, puxado pelas ações mais líquidas, especialmente os bancos, mais sensíveis à melhora da nota de crédito do país e pelos sinais de que as conversas comerciais EUA-China estão avançando.

 

A alta pode continuar amanhã se os dados do IBC-Br mostrarem que a economia ainda não está reagindo a contento mesmo depois da queda dos juros básicos para a menor taxa da história. A incerteza sobre o efeito da Selic menor levou o Copom a deixar aberta a possibilidade de novo corte em fevereiro. Investidores apostam que outras agências podem melhorar a nota de crédito do Brasil. A queda do dólar hoje favorece o cenário de novas reduções dos juros. A moeda americana negociada no mercado futuro caiu abaixo de R$4,100 e se aproximava do menor patamar desde 7 de novembro, na esteira das declarações de Trump e do sinal positivo da S&P. Os juros futuros também reagem, com o contrato para janeiro de 2021 – o mais sensível a um corte dos juros em fevereiro – recuando 9 pontos-base a 4,53%.

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