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Bolsas despencam, Brasil entra na crise do vírus e Copom corta juros; no radar, pandemia, mais incentivos

Postado por: TC Mover em 18/03/2020 às 19:52

No dia em que o Brasil entrou oficialmente na guerra global contra o coronavírus, o Ibovespa despencou mais de 10%, acionando o “circuit breaker” pela segunda vez na semana e voltando para os níveis de agosto de 2017. O índice chegou perto de uma segunda paralisação, com perda de quase 15%, despertando especulações sobre uma possível suspensão dos negócios até que se tenha uma visão mais clara do impacto da epidemia na economia global.

Pressão semelhante ocorre no exterior, com alguns gestores importantes pedindo para que o presidente Donald Trump suspenda o mercado acionário, o que só aconteceu no 11 de Setembro, quando o pregão foi tomado pela poeira das Torres Gêmeas. O dólar também disparou diante do real, acompanhando os mercados internacionais, que tiveram hoje mais um pregão de nervosismo e forte queda. As commodities voltaram a despencar, diante do cenário cada vez mais provável de recessão mundial, levando o petróleo a cair mais de 25%, com o barril do tipo WTI se aproximando de US$20,00.

A queda das commodities afeta diretamente os países emergentes, como o Brasil, e derruba suas moedas e suas bolsas. Mas não só os emergentes sofrem. Na Europa, novo epicentro da epidemia, o índice Stoxx600 perdeu 3,9%. O índice S&P500 chegou a cair mais de 7%, levando à interrupção dos negócios por 15 minutos, o que não evitou que a queda continuasse ao longo da tarde. O Dow Jones chegou a cair mais de 10%, anulando os ganhos obtidos desde a posse de Donald Trump em janeiro de 2017. O mercado acalmou um pouco após a notícia de que o Senado dos EUA já teria votos suficientes para aprovar o pacote.

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