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Bolsas batem recordes com expectativa de acordo EUA-China; resistência da Casa Branca, balanços no radar

Postado por: TC News em 07/11/2019 às 19:47

Os mercados ao redor do mundo tiveram um dia de euforia hoje após informações de que as negociações entre Estados Unidos e China em torno de um acordo inicial que encerraria a guerra comercial estão avançando. As bolsas bateram novos recordes. A informação foi confirmada à tarde pelas autoridades dos EUA, o que abriria espaço para a conclusão da chamada fase I do acordo. Os mercados terminaram o dia, porém, com informações de resistências nos EUA ao novo acordo, o que poderá impactar os mercados amanhã. A temporada de balanços também segue no radar.

 

No Brasil, o Ibovespa terminou o dia em alta de 1,13%, em 109.580 pontos, novo recorde de fechamento, com cinco papéis do índice em alta de mais de 5%: Natura, Usiminas, Ultrapar, Klabin e Braskem. O dólar também passou o dia em alta, ainda repercutindo o resultado ruim do leilão de sobras do pré-sal de hoje que, como o de ontem, terminou sem a participação de estrangeiros. Das cinco áreas ofertadas, apenas uma foi arrematada, por um consórcio entre Petrobras e a chinesa CNODC, que pagarão R$5 bilhões pelo bloco. As outras quatro não chegaram a receber ofertas.

 

O novo fracasso fez representantes da equipe econômica anteciparem que vão tentar mudar o modelo de concessão do pré-sal. Outro problema que o governo também pensa em alterar é que a empresa que compra a concessão tem de ressarcir a Petrobras dos investimentos já feitos nas áreas, uma negociação sem parâmetros muito definidos, o que aumenta o risco para o comprador. O governo deve tentar mudar as regras para os novos leilões das áreas que sobraram, mas não há garantia de que conseguirá, pois algumas precisam de aprovação do Congresso e as novas ofertas devem ocorrer em seis a nove meses.

 

Além dos balanços, os mercados amanhã vão continuar acompanhando as negociações entre EUA e China e podem aproveitar para realizar um pouco dos lucros de hoje. No calendário econômico, a balança comercial chinesa de outubro pode mostrar os impactos da guerra comercial com os EUA e aumentar a preocupação com o desaquecimento da maior economia do mundo. Nos EUA, o índice de confiança da Universidade de Michigan ajudará a avaliar a temperatura da economia americana.

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